Contas do governo central têm superávit de 4,5% do PIB

As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registraram um superávit primário de R$ 4,195 bilhões em maio. O Tesouro teve um superávit de R$ 6,032 bilhões; a Previdência apresentou déficit de R$ 1,810 bilhão e o Banco Central registrou déficit de R$ 26,1 milhões. O resultado de maio é inferior ao obtido em abril, de R$ 7,520 bilhões. Mas é superior ao apresentado em maio de 2003, quando houve superávit de R$ 3,724 bilhões.No acumulado do ano até maio, o superávit primário somou R$ 29,335 bilhões, o equivalente a 4,5% do PIB. No mesmo período do ano passado, as contas do governo central haviam registrado um superávit primário de R$ 28,528 bilhões, ou 4,80% do PIB.Segundo o Tesouro, o resultado de maio foi influenciado pelo aumento das transferências de recursos para estados e municípios (R$ 1,2 bilhão), devido à concentração da arrecadação do Imposto de Renda e de royalties. O Tesouro também destaca que persiste a tendência de aumento (30% ao ano) na quantidade de auxílios-doença pagos pelo INSS. O Tesouro atribuiu ao aumento do déficit da Previdência Social a queda do superávit primário do governo central acumulado de janeiro a maio, proporcionalmente ao PIB. O déficit da Previdência de janeiro a maio de 2004 subiu de R$ 7,727 bilhões para R$ 10,231 bilhões.Também contribuiu para a redução do superávit o aumento das despesas, que tiveram uma expansão de 0,75 ponto porcentual.A dívida líquida do Tesouro Nacional fechou o mês de maio em R$ 390,6 bilhões, o equivalente a 24,8% do PIB. Em relação a abril, houve queda de R$ 10,6 bilhões no valor da dívida. A queda se deve à redução de R$ 19,5 bilhões do estoque da dívida mobiliária interna que, em parte, foi compensada pelo aumento da dívida mobiliária externa em R$ 10,9 bilhões.

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