Contas do setor público têm superávit de R$ 11,3 bilhões

As contas do setor público (União, Estados Municípios e empresas estatais) iniciaram 2005 com um novo recorde. Em janeiro, as contas tiveram superávit primário - arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais, exceto pagamento de juros - de R$ 11,373 bilhões. Foi o maior resultado para meses de janeiro, desde o início da série de dados do Banco Central, em 1991.Em janeiro de 2004, as contas do setor público tinham registrado um superávit primário de R$ 6,950 bilhões. Em 12 meses até janeiro em superávit primário de R$ 85,534 bilhões. Este superávit equivale a 4,81% do PIB. Até dezembro, o superávit acumulado em 12 meses correspondia a 4,61% do PIB. Arrecadação garante resultadoO chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, atribui o resultado recorde ao efeito do crescimento da atividade econômica do País sobre as receitas tributárias dos governos federal, estadual e municipal. "Sem dúvida temos hoje um nível de atividade que não se compara a janeiro de 2004. Esse crescimento produz maior arrecadação", disse Altamir.Segundo ele, é comum nos primeiros três meses do ano resultados primários maiores, que tendem a diminuir ao longo do ano. Além da arrecadação, o contingenciamento provisório das despesas do Orçamento da União, estabelecido em janeiro, também ajudou no resultado do mês.Previdência e contas dos municípios contribuíramO déficit menor das contas da Previdência foi outro fator que contribuiu para o resultado recorde. Enquanto em janeiro desse ano, as contas do INSS tiveram um déficit de R$ 2,451 bilhões, no mesmo período do ano passado o resultado foi negativo em R$ 3,007 bilhões. Outro ponto positivo foi o bom resultado das contas dos municípios no primeiro mês de administração dos novos prefeitos, que tomaram posse no início do ano.Segundo Altamir, é comum no começo da administração que os prefeitos definam as prioridades antes de começar a gastar. "Quando os novos governantes assumem, a execução orçamentária é mais demorada. A arrecadação fica em caixa", disse.

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