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Contas externas em 2012 dependem dos básicos

O balanço de pagamentos nos dois primeiros meses do ano acusou superávit de US$ 1,712 bilhão - que no mesmo período do ano passado foi de US$ 18,716 bilhões. É uma advertência sobre os resultados das contas externas neste ano, que seguramente não atingirão o resultado obtido do ano passado.

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h46

A situação, até agora, não tem nada de alarmante, já que nos dois primeiros meses do ano o déficit das transações correntes foi menor do que no mesmo período de 2011: US$ 8,852 bilhões, ante US$ 9,006 bilhões. Mas é uma situação precária, que vai depender da manutenção de um nível elevado de exportações, sabendo-se que o desempenho nessa área estará estreitamente vinculado à evolução do preço das commodities, ditado, por sua vez, pelo crescimento da economia chinesa. E não se pode pôr muita fé nas medidas protecionistas que estão sendo inauguradas para tolher as importações, pois muitas vezes a contrapartida de tais medidas é a redução das exportações.

O déficit dos serviços quase duplicou nesses dois primeiros meses, compensado pela queda do déficit da renda, e no ano passado a remessa de lucros tinha origem no resultado financeiro muito positivo do ano de 2010, ao contrário do que ocorreu em 2011, quando as empresas multinacionais tiveram de enviar, ao longo do ano, boa parte dos seus ganhos para ajudar as matrizes.

O Banco Central não se mostra muito otimista sobre a evolução das transações correntes, prevendo, para este ano, um déficit de US$ 68 bilhões - US$ 3 bilhões mais do que previa em janeiro.

O importante é saber como poderá ser coberto esse déficit, isto é, como vai evoluir a conta financeira. Esta depende essencialmente dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs), dos recursos estrangeiros aplicados em Bolsa de Valores e dos empréstimos externos (inclusive bônus).

A conta financeira de capital ficou em US$ 19,3 bilhões, ante US$ 28,8 bilhões nos dois primeiros meses de 2011, bem abaixo da média dos últimos 12 meses. Os IEDs tiveram uma média de US$ 4,50 bilhões nos dois primeiros meses, ante a média de US$ 5,5 bilhões em 2011. Só a entrada de capitais externos na Bolsa foi melhor, mas sabe-se que se trata aí de operações voláteis. Os empréstimos externos somaram US$ 9,6 bilhões na média mensal dos dois primeiros meses, muito mais do que a média do ano passado (US$ 6,8 bilhões), e as amortizações ficaram menores. Mas o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os empréstimos pode reduzir essas entradas. Por isso falamos em situação precária.

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