Contas externas têm déficit de US$ 58 bi até agosto

O saldo negativo acumulado nos oito primeiros meses deste ano já supera todo o déficit de 2012

Célia Froufe e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

24 de setembro de 2013 | 14h57

BRASÍLIA - As contas externas brasileiros continuaram no negativo em agosto. O saldo negativo no mês passado foi de US$ 5,5 bilhões, o que elevou o rombo acumulado no ano para US$ 58 bilhões - maior que todo o déficit de 2012 (-US$ 54,230 bilhões). Nos dois casos, as cifras são as maiores da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.

"Os dados de transações correntes variam mês a mês, mas o importante é verificar como isso é  financiado. Atualmente 80% do déficit está sendo financiado por Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), o que nos dá uma situação tranquila, confortável", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Conforme o relatório do BC, em agosto, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 1,226 bilhão, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 4,235 bilhões. A conta de renda também ficou deficitária no mês passado em US$ 2,736 bilhões.

Previsões para o ano. O BC manteve a projeção de déficit nas transações correntes de 2013 em US$ 75 bilhões, equivalentes a 3,35% do PIB, de acordo com o documento. A autoridade monetária, no entanto, reduziu a expectativa de saldo na balança comercial deste ano, de US$ 7 bilhões para apenas US$ 2 bilhões. O BC diminuiu a previsão de exportações, de US$ 248 bilhões para US$ 241 bilhões, e a estimativa de importações, de US$ 241 bilhões para US$ 239 bilhões.

Ao contrário de comunicados anteriores do BC, a previsão de gastos com viagens internacionais em 2013 aumentou. Embora a autoridade monetária estimasse um arrefecimento desses gastos no segundo semestre, a estimativa para o ano subiu de US$ 16,7 bilhões para US$ 17,2 bilhões.

A previsão de despesas com juros também aumentou, de US$ 13 bilhões para US$ 13,6 bilhões, enquanto a estimativa de remessas de lucros e dividendos para o exterior caiu de US$ 30 bilhões para US$ 24 bilhões.

 

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