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Contas externas têm rombo de US$ 2,6 bilhões

As contas externas brasileiras fecharam com um rombo de US$ 2,6 bilhões em setembro, segundo informou ontem o Banco Central. Apesar de ser o melhor resultado mensal do ano até agora, o déficit foi o dobro do aguardado pela instituição. Também foi maior que a estimativa central de US$ 2 bilhões de analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, da ''Agência Estado''.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

26 de outubro de 2013 | 09h13

O fraco desempenho ocorreu mesmo após a balança comercial obter, pela primeira vez no ano, um superávit mensal de US$ 2,1 bilhões. Outro fator positivo foi a conta de remessas de lucros e dividendos das empresas ter fechado no azul no mês passado. Isso não havia ocorrido nos últimos 13 anos, desde janeiro de 2000, quando o saldo ficou em US$ 231 milhões.

Agora foi positivo em US$ 274 milhões, com a ajuda da alta do dólar, que estimulou a entrada de recursos que estavam no exterior. "O timing pode ser influenciado pelo câmbio. É natural que isso se traduza em mais ingresso de recursos",disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Além disso, conforme explicou o técnico, houve um ingresso atípico de US$ 3 bilhões em receitas no mês passado. Esses dois fatores somados, porém, não foram suficientes para equilibrar a conta.

No acumulado do ano, o resultado da transação corrente está negativo em US$ 60,4 bilhões. Levando-se em conta que o BC projeta um déficit de US$ 75 bilhões para 2013, é fácil imaginar que o rombo médio mensal será de US$ 5 bilhões ao longo do último trimestre do ano.

Para outubro, especificamente, a perspectiva é de uma baixa de US$ 5,3 bilhões, com a balança comercial ainda sendo o principal fator de pressão. Apesar do alívio pontual de setembro, o saldo acumulado no comércio exterior de janeiro a setembro de 2013 foi o pior para o período desde 1999, ano em que o Brasil passou a adotar o regime de câmbio flutuante.

Nem todo esse rombo das transações correntes está coberto pelo Investimento Estrangeiro Direto (IED). De janeiro a setembro de 2013, o financiamento por essa conta foi de apenas US$ 43,7 bilhões (73% do total) e a previsão para 2013 inteiro é de US$ 60 bilhões. Só para outubro, Maciel projeta o ingresso de US$ 5,2 bilhões de aplicações de estrangeiros no setor produtivo nacional.

Outro dado que chamou a atenção foi o volume de investimentos em aplicações financeiras no Brasil. Só em ações, o saldo ficou positivo em US$ 2,2 bilhões em setembro - em igual período de 2012, essa conta estava negativa em US$ 1,2 bilhão.

No caso de negócios com renda fixa no País, os investimentos foram ainda maiores, somando US$ 7,2 bilhões em setembro. No mesmo mês de 2012, o resultado havia sido positivo em US$ 736 milhões.

No acumulado do ano até setembro, entraram no País US$ 27,833 bilhões para aplicações neste investimento ante US$ 4,094 bilhões no mesmo período de 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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