Marcos Santos/ USP
Marcos Santos/ USP

Contas do governo têm rombo de R$ 39,3 bilhões em maio

Segundo o Tesouro, aumento das despesas foi puxado por pagamento antecipado de 13º dos beneficiários do INSS; no ano, saldo é positivo em R$ 39,2 bi

Antonio Temóteo e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2022 | 18h27

BRASÍLIA - Mesmo com o crescimento na arrecadação de tributos federais, as contas do Governo Central ficaram no vermelho em maio. No mês passado, a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta ficou negativa em R$ 39,35 bilhões – ou seja, um déficit. O resultado vem depois de um superávit de R$ 28,6 bilhões em abril.

Esse resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Foi o pior desempenho para o mês desde 2020, quando houve um rombo de R$ 126,6 bilhões.

Em maio, as receitas tiveram alta real (descontada a inflação) de 5,6% em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas subiram mais – 7,9%, já descontada a inflação.

Na parcial do ano, porém, o saldo é positivo. Nos cinco primeiros meses de 2022, o total de receitas do governo superou o total de despesas em R$ 39,2 bilhões – o melhor resultado desde 2011. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 19,9 bilhões.

13º de aposentados

O secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, afirmou que a mudança no calendário para o pagamento do 13º dos beneficiários do INSS levou ao crescimento das despesas em maio.

O governo decidiu concentrar esses repasses aos aposentados e pensionistas em abril e maio. Com isso, desembolsou R$ 20,7 bilhões extras no mês passado com benefícios previdenciários.

Valle ainda destacou que maio foi marcado pelo crescimento de todas as receitas, diante do aumento da arrecadação. Entretanto, a receita líquida diminuiu diante de uma transferência extraordinária de R$ 7,7 bilhões decorrente de repasses para Estados e municípios após o resultado de leilões de campos de petróleo.

Em 12 meses até maio, as contas do Governo Central apresentam um rombo de R$ 21,3 bilhões – equivalente a 0,26% do PIB. A meta fiscal para este ano admite um déficit de até R$ 170,5 bilhões nas contas do Governo Central, mas a equipe econômica espera fechar o ano com um rombo de R$ 65,9 bilhões, conforme projeção divulgada pelo Ministério da Economia.

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