Contas públicas têm menor superávit primário para julho desde 2010

A economia para pagamento de juros somou R$ 2,3 bi e veio abaixo das expectativas dos analistas

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

30 de agosto de 2013 | 10h43

BRASÍLIA - O setor público consolidado apresentou superávit primário R$ 2,3 bilhões em julho, conforme informou o Banco Central. É o menor resultado para o mês desde 2010, quando ficou positivo em R$ 1,5 bilhão. Em junho, o resultado havia sido positivo em R$ 5,429 bilhões. O superávit primário consolidado de julho ficou abaixo das estimativas dos analistas.

No acumulado do ano até julho, o superávit primário chega a R$ 54,4 bilhões. Isso significa uma redução de 0,09 ponto porcentual do PIB em relação ao acumulado no mês anterior. Nos primeiros sete meses de 2012, o saldo havia ficado positivo em R$ 71,2 bilhões.

Especificamente em relação a julho, o superávit de R$ 2,3 bilhões foi obtido com saldo positivo de R$ 3,8 bilhões do governo central mais déficit de R$ 1,5 bilhão dos governos regionais e de R$ 14 milhões das empresas estatais.

Gasto com juro. O setor público consolidado gastou R$ 23,393 bilhões com juros em julho. Houve alta em relação ao gasto de R$ 17,627 bilhões registrado em junho deste ano e ante os R$ 17,435 bilhões vistos em julho do ano passado.

O governo central teve no mês passado um gasto com juros de R$ 16,585 bilhões. Já os governos regionais registraram uma despesa de R$ 6,559 bilhões, e as empresas estatais tiveram gastos de R$ 250 milhões.

No acumulado do ano, o gasto com juros do setor público consolidado soma R$ 141,487 bilhões, o equivalente a 5,21% do PIB. No mesmo período do ano passado, o gasto com juros foi de R$ 128,462 bilhões ou 5,14% do PIB. Já nos 12 meses encerrados em julho, a despesa chega a R$ 226,887 bilhões ou 4,91% do PIB.

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