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Contas públicas têm rombo recorde de R$ 155,7 bilhões em 2016

Déficit ficou dentro do teto estimado pelo governo, de R$ 163,9 bilhões, mas foi o pior desde 2001

Fabrício de Castro, Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2017 | 10h56

As contas do setor público consolidado acumularam um déficit primário de R$ 155,791 bilhões em 2016, o equivalente a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central. Este é o pior resultado para um ano na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. Em dezembro, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 70,737 bilhões, o segundo pior resultado da série histórica para meses de dezembro.

A previsão do governo, contida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), era de déficit de R$ 163,9 bilhões para o setor público consolidado em 2016. No caso de 2017, a projeção é de déficit de R$ 143,1 bilhões.

 

Em 2015, o déficit acumulado foi de R$ 111,249 bilhões (1,85% do PIB) e, em 2014, de R$ 32,536 bilhões (0,56%). O setor público consolidado reúne o governo central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional), os Estados, os municípios e as estatais, com exceção de Petrobrás e Eletrobrás. 

 

O resultado primário de 2016 ficou dentro do intervalo da pesquisa do Projeções Broadcast, que indicou déficit primário entre R$ 160,3 bilhões e R$ 149 bilhões, mas acima da mediana negativa, de R$ 153,650 bilhões.  

 

O déficit fiscal em 2016 pode ser atribuído ao rombo de R$ 159,473 bilhões do governo central (2,53% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 4,666 bilhões (0,07% do PIB) em 2016. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 6,787 bilhões, os municípios tiveram um saldo negativo de R$ 2,121 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado negativo de R$ 983 milhões no período (0,02% do PIB).

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