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Conteúdo da proposta da Grécia não é suficiente para extensão de ajuda, diz Alemanha

A Grécia e os credores se reúnem nesta sexta-feira para tentar negociar os termos do programa de ajuste fiscal do país em troca da extensão dos empréstimos

O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2015 | 09h10

O governo da Alemanha está unido em sua posição de que o presente pedido grego de estender o programa de resgate por seis meses é inaceitável, afirmou a porta-voz adjunta do governo alemão, Christiane Wirtz, nesta sexta-feira. A Grécia apresentou o seu pedido em uma carta na quinta-feira que foi rapidamente rejeitado pelo Ministério de Finanças da Alemanha. Berlim havia dito que a carta sugere um empréstimo-ponte sem cumprir os termos do programa de resgate.

"O governo concorda na interpretação dessa carta", disse Wirtz. "A substância do que foi estabelecido na carta não é suficiente para estender a ajuda". Os comentários de Wirtz vêm após o ministro da economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmar na quinta-feira que é muito cedo para rejeitar a proposta e que seria melhor esperar as negociações do Eurogrupo nesta sexta-feira antes rejeitá-la.

"Estou feliz que a Grécia deixou claro que quer um novo programa. Sou a favor de não dizer muito rapidamente sim ou não", afirmou o ministro.

  
Acordo. A Grécia e a zona do euro estão perto de um acordo sobre um pacote de financiamento em troca de reformas, afirmou uma autoridade sênior grega antes de uma reunião crucial de ministros das Finanças da zona do euro nesta sexta-feira. A autoridade, falando sob condição de anonimato, disse que a Grécia fez muitas concessões para alcançar um acordo e que a zona do euro deveria mostrar alguma flexibilidade também. 

"Cobrimos quatro quintos da distância, eles também precisam cobrir um quinto", disse a autoridade, acrescentando que a Grécia quer alcançar um acordo nesta sexta-feira, mas que não vai desistir frente à pressão do Eurogrupo.

Segundo a ministra de finanças de Portugal, Maria Luis Albuquerque, o Eurogrupo estava disposto a mostrar solidariedade, mas dentro dos limites. (Com informações da Agência Estado e Reuters)

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