Continental Airlines teve prejuízo inferior ao estimado

A Continental Airlines, quinta maior companhia aérea dos EUA, divulgou um prejuízo líquido de US$ 149 milhões (US$ 2,58 por ação diluída) no quarto trimestre encerrado de 31 de dezembro, em relação ao lucro líquido de US$ 44 milhões (US$ 0,70 por ação diluída) registrados em igual período de 2000.O resultado inclui encargos de US$ 39 milhões referente a prejuízo com danos em frota e US$ 110 milhões decorrentes de ajuda concedida segundo a lei de Estabilização de Sistema e Segurança de Transporte Aéreo.Excluindo esses itens, a companhia teve um prejuízo operacional de US$ 220 milhões, ou US$ 3,81 por ação. A Thomson Financial/First Call produziu uma estimativa de prejuízo de US$ 4,49 por ação antes dos itens do quarto trimestre.As vendas no trimestre caíram para US$ 1,73 bilhão, de US$ 2 42 bilhões em 2000. Gordon Bethune, chairman e executivo-chefe da Continental, disse em comunicado que se não fosse a ajuda fornecida pelo Congresso e administração do governo norte-americano, a indústria aérea como um todo não teria sobrevivido.No quarto trimestre, a capacidade recuou 14,9% e o porcentual de assentos preenchidos (load factor) foi de 70,1%, em comparação com os 71,6% verificados em 2000. O load factor doméstico subiu para 72,8% de 72 ,2% em 2000, mas o load factor internacional caiu para 65,3%, de 70,7% em 2000.No quarto trimestre, a capacidade da unidade Express Jet Airlines, que atua no mercado como Continental Express, teve alta de 5,4% em relação a 2000.No ano passado, a Continental apresentou à SEC (a CVM dos EUA) uma oferta pública inicial (IPO em inglês) da Continental Express, mas decidiu adiar a oferta após 11 de setembro, "de modo a permitir que os mercados financeiros se estabilizem e que a indústria aérea inicie sua recuperação", disse a empresa.A Continental informou que está discutindo com a Boeing Co. a postergação de algumas encomendas de aeronaves, que deverão se entregues entre 2002 e 2005.A empresa disse que no quarto trimestre recebeu os dois primeiros aviões Boeing 757-300, uma versão melhorada do 757-200 com 27 assentos a mais e quase 40% maior disponibilidade de volume de carga.

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