Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Contra crise, BM&F Bovespa reduz despesa e vende ativos

Reduzir custos e vender imóveis estão sendo as saídas encontradas pela BM&F Bovespa para enfrentar os efeitos da crise financeira que derrubaram suas receitas e seu lucro no final de 2008.

REUTERS

18 de março de 2009 | 13h03

"Nossa meta é reduzir as despesas operacionais este ano", disse o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, a jornalistas nesta quarta-feira, ao apresentar os números do quarto trimestre.

Em dezembro, as despesas operacionais eram de 544,5 milhões de reais, praticamente estáveis em relação a um ano antes. A meta é que esses gastos recuem para 450 milhões de reais este ano.

Entre as principais fontes de economia estão a redução de 29 por cento do quadro de empregados. Desde maio, foram feitas 533 demissões, entre funcionários e terceirizados, e também houve contenção de gastos com processamento de dados e publicidade.

Simultaneamente, a holding começou este ano a vender alguns imóveis considerados não essenciais, todos no centro da capital paulista. O primeiro deles rendeu 5,3 milhões de reais e outros dois devem ser alienados durante o ano.

A companhia também está concentrando suas operações em São Paulo e Rio de Janeiro. A filial de Recife foi fechada, enquanto as de Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre estão em análise.

As medidas são uma tentativa de amortecer os efeitos da crise, que derrubaram os preços dos ativos e tiraram o apetite dos investidores por negócios, fazendo a receita líquida e o lucro do grupo caírem 13 e 15 por cento, respectivamente, na passagem do terceiro para o quarto trimestres.

Mas, de acordo com Edemir, tanto nos mercados da BM&F (renda fixa, agronegócio e índices) quanto no mercado de ações da Bovespa, os volumes de negócios em março já estão de 25 a 40 por cento maiores que no último trimestre de 2008.

"Estamos percebendo a volta dos investidores, inclusive dos estrangeiros", disse o executivo.

FUTURO

Edemir contou que a primeira etapa do processo de aproximação com as bolsas latino-americanas (Chile, Colômbia, Peru, México e Argentina) foi concluído e que a BM&F Bovespa está desenhando propostas específicas para cada uma delas até o final do semestre, mas descartou compras.

"Pretendemos ter uma receita extra com a venda de serviços", disse ele à Reuters.

Uma assembléia de acionistas está marcada para o próximo mês, quando deve ser composto um novo Conselho de Administração sob a liderança do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.

"Ele era um sonho da companhia por causa de seu conhecimento e envergadura internacional", completou Edemir.

A BM&F Bovespa teve lucro líquido pro forma de 202,4 milhões de reais no quarto trimestre, uma queda de 8,8 por cento em relação a igual período do ano anterior.

No ano, a instituição teve lucro líquido pro forma de 909,6 milhões de reais, crescimento de 20,3 por cento na comparação anual.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 235,6 milhões de reais no trimestre, queda de 12,8 por cento sobre resultado de um ano antes. A margem caiu 1,7 ponto, para 66,3 por cento.

Às 12h53, as ações da bolsa cediam 0,15 por cento, a 6,86 reais. O Ibovespa perdia 1,2 por cento.

(Por Aluísio Alves e Alberto Alerigi Jr.)

Tudo o que sabemos sobre:
MERCADOSBMFBOVESPAATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.