Contra deflação, BCE reafirma disposição para mais medidas não convencionais

Ao Parlamento Europeu, Mario Draghi reiterou que o Banco Central Europeu é unânime em compromisso sobre adoção de medidas não convencionais de estímulo à economia europeia

Agência Estado

17 de novembro de 2014 | 15h03

O Banco Central Europeu (BCE) está disposto a tomar medidas adicionais se isso for necessário para impedir a inflação de ficar baixa demais por muito tempo, reiterou o presidente da instituição, Mario Draghi, em depoimento ao Parlamento Europeu.

"Nós precisamos permanecer alertas aos possíveis riscos de baixa para a perspectiva de inflação, em especial diante do cenário de enfraquecimento do ritmo de crescimento e das contidas dinâmicas monetária e de crédito", disse Draghi. Os comentários do presidente do BCE em boa parte repetiram as declarações feitas por ele após a última reunião de política monetária.

"Se for necessário para solucionar os riscos de um período muito prolongado de inflação, o conselho diretor é unânime em seu compromisso de usar instrumentos não convencionais dentro de seu mandato", afirmou Draghi.

A inflação anual na zona do euro foi de 0,4% no mês passado, bem abaixo da meta do BCE de pouco menos de 2,0%. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre deste ano, em dados anualizados publicados pela Eurostat.

No depoimento, Draghi também afirmou que a expectativa do BCE é de que a recuperação moderada da zona do euro prossiga nos próximos anos e alertou que os riscos para a perspectiva econômica continuam negativos. Sobre a inflação, Draghi comentou que a previsão é de que ela permaneça perto dos níveis atuais nos próximos meses. Fonte: Dow Jones Newswires.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.