Contra falta de crédito, BNDES anuncia R$ 5 bi às exportações

Presidente do banco explicou que objetivo da linha é suprir carência de crédito por causa da crise financeira

Monica Ciarelli, da Agência Estado,

07 Outubro 2008 | 17h05

O  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  (BNDES) anunciou nesta terça-feira, 7, novas linhas de financiamento às exportações, que irão totalizar R$ 5 bilhões. O presidente do banco, Luciano Coutinho, explicou que a linha, que foi batizada de pré-embarque especial, tem como objetivo suprir a carência atual de crédito à exportação em função das turbulências do sistema financeiro. Ele lembrou que o BNDES tem como objetivo complementar o esforço que já vem sendo feito pelo governo de ampliar a oferta de financiamento aos exportadores.   Veja também: Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Bancos estão segurando o crédito, diz Miguel Jorge Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA      A linha terá prazo de 18 meses e taxa diferenciada por categoria. Ficou mantida a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), uma das taxas utilizadas na concessão de crédito pelo BNDES às empresas, para os setores de equipamentos industriais, infra-estrutura e equipamentos aeronáuticos.   Já o custo de financiamento para os segmentos de bens de capital para o setor automotivo (caminhões, tratores) e bens de consumo subiu. Os dois segmentos poderão escolher entre uma taxa fixa de 15% ao ano mais o spread dos agentes repassadores ou uma taxa em moeda estrangeira que terá custo de no máximo 8% ao ano mais spread dos agentes.   Pela primeira opção, o exportador pagará um pouco mais caro, mas estará protegido contra variações cambiais. Nas linhas tradicionais do banco essa taxa fixa antes variava entre 8% e 12% ao ano, dependendo do segmento de atuação da companhia.   O BNDES decidiu ainda ampliar de US$ 50 milhões para US$ 150 milhões o limite estabelecido para o que cada companhia do setor de bens de consumo acesse as linhas de crédito às exportações. Coutinho explicou que o objetivo de triplicar o limite de acesso às linhas é dar mais gás às empresas para que não paralisem suas exportações.   O executivo destacou, porém, que o limite assegura uma maior distribuição entre as companhias. Coutinho admite que a demanda pelas novas linhas possa elevar ainda mais os recursos do banco destinados à exportação em 2008. Até agosto, o banco liberou US$ 3,5 bilhões para o setor e a expectativa era chegar ao fim do ano com o patamar de US$ 6 bilhões, mas agora o executivo admite que esse patamar pode chegar a até US$ 8,5 bilhões.

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