Contra inflação, governo anuncia corte de R$ 3 bi em gastos

Ministro do Planejamento reforça que foi uma determinação de Lula a elevação do juro para reduzir consumo

por Luciano Coelho, especial para o Estado de S. Paulo,

25 de julho de 2008 | 11h27

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que dentre as medidas de contenção da inflação haverá um corte linear de R$ 3 bilhões no Orçamento Geral da União. O comentário foi feito durante o VIII Fórum dos Governadores do Nordeste, no Metropolitan Hotel, em Teresina. Dentre as medidas ainda está o aumento da taxa de juros para reduzir o consumo. Com isso, vai haver também uma redução do crescimento.   Veja também: A evolução da taxa Selic no governo Lula  Economistas já prevêem nova alta de 0,75 em setembro Lula: inflação não voltará, podem tirar o cavalo da chuva Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preço   O ministro ainda revelou que deve haver um aumento no superávit primário em torno de R$ 14,2 bilhões, além do corte nos orçamentos dos órgãos estatais. "Foi uma determinação do presidente Lula que determinou esta articulação para elevar as taxas de juros para reduzir o consumo para um controle mais rápido da contenção da inflação", comentou Paulo Bernardo pouco antes de iniciar a reunião do Governadores do Nordeste.   Segundo ele, a expectativa é que as medidas sejam logo implementadas e que haja a redução dos índices inflacionários, dentro de um menor ritmo de crescimento. "Estão sendo adotadas políticas para obter os resultados. Nossa perspectiva é ter a meta até 2010 no crescimento. O objetivo é chegar a uma situação satisfatória. "Mas não podemos crescer tão rápido como crescemos nos últimos doze meses. Por isso, estamos adotando medidas conta o consumo", assinalou.   Por outro lado, o Governo Federal tenta preservar os investimentos que estão sendo feitos no Brasil pelo capital estrangeiro. "Apesar das medidas de combate à inflação, não queremos que o investidor estrangeiro deixe de investir aqui. Se fizer isso, vai perder com isso". Paulo Bernardo frisou que vai haver uma redução no crescimento, mas precisa continuar o incentivo à produção, principalmente de alimentos.   O ministro da Articulação Institucional, José Múcio Monteiro, confirmou as medidas e disse que o Fundo Soberano estão dentre as medidas para conter a inflação. "Vamos ter que tomar medidas antipáticas como a elevação de juros para conter a inflação. Mas frisamos que a inflação não é nacional, é mundial", finalizou.

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