André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Contra projeto do pré-sal, deputado usa até uniforme de funcionário da Petrobrás

Manobras da oposição tentaram atrasar votação de medida que desobriga a estatal de participar de todos os consórcios de exploração; postura resultou em briga entre parlamentares

André Borges, Anne Warth, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2016 | 20h47

BRASÍLIA - Durante a sessão que aprovou o texto-base do projeto que flexibiliza as regras do pré-sal nesta quarta-feira, 5, deputados contrários à mudança tentaram obstruir a votação e geraram um embate com a base aliada.

Para deixar claro seu posicionamento, parlamentares da oposição chegaram a se vestir com uniformes de funcionários da Petrobrás, de cor laranja. O deputado Laerte Bessa (PR-DF) aproveitou para provocar os petistas Erika Kokay (DF) e Paulo Pimenta (RS), que vestiam o uniforme dos petroleiros.

Bessa disse que bandidos estão usando um jaleco parecido para praticar assaltos a postos de gasolina do Distrito Federal. Pimenta reagiu e partiu para cima de Bessa, mas parlamentares separaram os dois deputados. A sessão foi suspensa e Rodrigo Maia (DEM-RJ) pediu para que a briga não constasse dos autos da sessão plenária, que começou pouco antes das 15h.

A proposta, que conta com o apoio da atual diretoria da Petrobrás e do governo, prevê que a estatal tenha o direito de escolher em quais campos de petróleo do pré-sal deverá investir. Pela legislação atual, a Petrobrás atua como operadora única dos campos de pré-sal, com uma participação mínima de 30% nos consórcios.

A proposta foi apresentada pelo senador licenciado e atual ministro de Relações Exteriores, José Serra. O texto já passou pelo Senado e, se for aprovado pela Câmara sem alterações, segue para sanção presidencial. 

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