Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Contra protecionismo, Brasil pede esforço por Doha em Davos

Liberalização do comércio mundial é parte da solução para a crise, diz o ministro brasileiro Celso Amorim

Reuters,

31 de janeiro de 2009 | 11h34

Ministros do Comércio de dezenas de países se reuniram neste sábado, 31, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e discutiram o impacto de medidas protecionistas em uma economia global afetada pela crise e a ameaça de recessão. A declaração conjunta da reunião deve pedir pelo avanço da negociação da Rodada Doha, que prevê uma maior liberalização do comércio mundial. Entre os compromissos assumidos em Davos, estão a promessa dos países não tomar quaisquer medidas para conter as importações --permitidas pelas atuais regras comerciais internacionais ou não-- exceto para combater emergências econômicas. "A rodada de Doha é uma das soluções", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, ao entrar para o encontro. "É um importante sinal que os governos podem dar." Mas a situação financeira desfavorável e as medidas protecionistas já tomadas por várias potências mundiais causaram uma atmosfera sombria nas conversas. "A única coisa que está brilhando é o sol", afirmou à Reuters o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, durante uma pausa no encontro. Para enfatizar as ações contra a crise, a União Européia impôs, neste sábado, taxas de importação de até 85 por cento para parafusos e pinos da China, informou o Jornal Oficial da UE, uma medida que deve causar ação retaliatória da China na Organização Mundial do Comércio. Nas últimas semanas, grandes potências como os Estados Unidos, China e Alemanha tiveram queda nas exportações no final do ano passado, e o transporte de produtos por via aérea caiu até um quinto em dezembro. "A situação comercial do mundo agora é parte de um problema econômico geral", afirmou o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Tim Groser, à Reuters.

Tudo o que sabemos sobre:
CriseprotecionismoDavosDoha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.