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Contrabando de eletrônicos estimula importação de fabricantes, diz Saab

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Paulo Saab, afirmou nesta quarta-feira que o aumento do contrabando de produtos eletrônicos está levando os industriais do setor a se transformarem em importadores de bens. Saab sugeriu também que o governo tem se mostrado conivente com a prática de importação ilegal de produtos.De acordo com ele, a indústria tem perdido competitividade em grande parte dos segmentos em que atua e, em alguns casos específicos, perde para os produtos contrabandeados. "Para sobreviver enquanto indústrias, temos sido obrigados a importar produtos, para poder competir. Ainda assim, não conseguimos concorrer por conta da carga tributária", disse.Neste ano, a receita do setor deve atingir R$ 30 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão destinados ao pagamento de tributos.Para exemplificar a situação, Saab usou o exemplo do segmento de relógios de mesa e rádios-relógio, que aparecem em primeiro lugar no ranking de eletrônicos contrabandeados. De acordo com os dados da Eletros, 65% desse mercado já é dominado pelos contrabandistas. "Já lavamos as mãos na fabricação desses produtos", afirmou.Saab ainda teme que, com o avanço tecnológico e redução das dimensões dos produtos eletrônicos, o contrabando aumente sensivelmente em algumas linhas, como no caso das TVs com tela de LCD e Plasma - grandes vedetes do setor. "Como elas são mais finas, fica mais fácil transportar ilegalmente", ressalta.Mesmo assim, neste ano, o segmento de imagem e som ainda deve ter um desempenho expressivo. As vendas de DVD, por exemplo, deve aumentar em 65%, alcançando 12,3 milhões unidades vendidas. No total, o segmento deve evoluir 31%, contra apenas 3,2% da linha branca e 2,28% dos portáteis. Na média, de acordo com as projeções da Eletros, as vendas de eletro-eletrônicos aumentarão 16% em 2006.

Agencia Estado,

28 de junho de 2006 | 14h48

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