Contração econômica da Grécia deverá continuar até 2015, dizem fontes

Projeção seria do FMI, que acredita que a economia grega poderá se contrair cerca de 7% neste ano e 3,5% em 2013 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

22 de agosto de 2012 | 12h27

LONDRES - Projeções iniciais do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que a economia da Grécia continuará a se contrair até 2015, mesmo se o país conseguir garantir uma extensão de dois anos do prazo para a implementação de seu programa de austeridade, segundo fontes com conhecimento do assunto.

O FMI prevê que a economia grega poderá se contrair cerca de 7% neste ano, 3,5% em 2013, 1,5% em 2014 e 0,5% em 2015. Embora reconheça alguns deslizes, a Comissão Europeia ainda não atualizou oficialmente as suas previsões em relação às projeções feitas no segundo programa de resgate da Grécia, que viam o país retornar ao crescimento já em 2014. As projeções serão finalizadas em um novo relatório de sustentabilidade da dívida no final de setembro ou início de outubro, quando o FMI e a União Europeia devem ter o consenso de suas projeções sobre a economia grega.

As fontes afirmaram que o FMI prevê que o nível da dívida pública da Grécia ficará perto de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, quando o país deve terminar de pagar 33 bilhões de euros em empréstimos para o fundo, disseram autoridades.

O porcentual será consideravelmente mais baixo que a meta de 120% do PIB prevista em março, quando a Grécia, a zona do euro e o FMI assinaram um novo acordo impondo perdas fortes aos credores do setor privado da Grécia. A mudança reflete as preocupações entre os funcionários de que a Grécia não conseguirá pagar suas dívidas em 2020, mesmo sob as projeções anteriores. No entanto, algumas fontes alertaram que a mudança na definição de uma nível de dívida "sustentável" também prejudicará a credibilidade de qualquer novo pacote.

O FMI apresentou várias opções para cobrir o buraco e que também reduziriam a relação da dívida da Grécia para mais perto de 100% do PIB, mas essas ideias estão encontrando resistência feroz da zona do euro. A opção mais moderada seria um outro corte na taxa de juros que a Grécia deve pagar nos empréstimos de governos da zona do euro. As opções mais controversas incluem a aprovação pelo Banco Central Europeu (BCE) e bancos centrais da zona do euro de um reescalonamento, ou mesmo de uma redução de 30% no valor dos títulos gregos que possuem, disse uma das fontes. Outro cenário propõe que os governos da zona do euro aceitem descontos em empréstimos bilaterais que concederam à Grécia, o que pode totalizar mais de 30 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones. 

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