Contrapartida da desoneração será investimento, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, indagado nesta quinta-feira sobre qual contrapartida o governo espera do setor privado com as medidas de desoneração que serão incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), disse que "a contrapartida que esperamos é que haja aumento dos investimentos". O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, confirmou a afirmação de Mantega. De acordo com ele, no caso do setor de software, por exemplo, a contrapartida seria o aumento das exportações. Furlan, porém, afirmou que o aumento do investimento é um assunto que "ainda não está fechado e não deverá ser anunciado na segunda-feira". Mantega esclareceu que esse não será um comprometimento exigido em papel, mas que o governo acredita que já há um movimento de aumento dos investimentos no Brasil que será acelerado com o PAC.Segundo ele, os investimentos no País aumentaram 6% em 2006 ante 2005 e crescerão de 8% a 10% ao ano nos próximos anos, de modo que "em 4 ou 5 anos poderemos alcançar o volume de investimentos de 25% do PIB (Produto Interno Bruto), que é o investimento necessário para viabilizar um crescimento do PIB acima de 5%". No terceiro trimestre do ano passado, último dado disponível, a taxa de investimento estava em 20,8% do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).PIBO ministro reafirmou o desejo de que o País cresça 5%, mas evitou fixar uma meta para o PIB. "Meta de crescimento não pode ser fixada matematicamente. Você coloca objetivos de acelerar o crescimento", afirmou Mantega pouco antes da reunião de chanceleres e ministros da economia do Mercosul.Segundo ele, o País apresenta condições favoráveis para expansão maior da economia do que a que vem tendo nos últimos anos. "Com as medidas do PAC, acreditamos que esse crescimento maior virá", disse. Mantega disse também que "o cenário é muito favorável para a política monetária, que deverá continuar tendo flexibilização, de onde eu não sei". A afirmação foi feita em resposta à indagação de jornalistas sobre qual será a trajetória da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13,25% ao ano), daqui para frente. Após dizer que não cabe ao ministro da Fazenda comentar a política monetária, Mantega afirmou que está "muito satisfeito" que a Selic esteja caindo há 13 meses, com inflação sob controle.com ReutersMatéria alterada às 12h38 para acréscimo de informações

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