Contratos do pré-sal já firmados serão respeitados, diz ministro

Lobão não adiantou o modelo de exploração do pré-sal e minimizou os efeitos da crise financeira no país

JAIR RATNER, Agencia Estado

10 Outubro 2008 | 13h02

O ministro das Minas e Energia,  Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira, 10, em Lisboa que a nova legislação prevista para o pré-sal não vai modificar os contratos de concessão já assinados. "A santidade dos contratos não será jamais violada. Qualquer que seja o novo modelo de regulação da exploração do petróleo, o Brasil respeitará todos os contratos já firmados.", disse Lobão, no 13ª Meeting da LIDE, que se realiza na capital portuguesa.     Veja também: Lobão diz que petróleo do pré-sal custa em torno de U$50 o barril Petróleo cai abaixo de US$ 80 pela primeira vez em um ano Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira Veja os principais pontos do pacote dos EUA  Entenda a crise nos EUA  Entenda o que acontece com o fracasso do pacote  O caminho até o pré-sal   No discurso aos empresários, Lobão justificou a posição do presidente que procurou minimizar o impacto da crise no Brasil. "Napoleão dizia que quando o general esmorece a batalha está irremediavelmente perdido". Ele disse que a crise não deverá ter um impacto tão forte no Brasil como em outros países do mundo.   O ministro não adiantou o modelo de exploração do pré-sal. "Muita gente diz que o petróleo deve ficar com a Petrobras. Mas nós já não temos a maioria das ações da empresa. O novo marco regulatório deverá garantir que essa riqueza se reverta para o povo brasileiro". Segundo Lobão, o valor que custará a extração do petróleo no pré-sal é de 40 a 50 dólares o barril nas condições de hoje. "Mas quando se põe uma sonda, há risco de não encontrar. No pré-sal, não há esse risco. E o petróleo está surgindo generosamente".   Lobão contou que serão construídas mais cinco refinarias de petróleo, no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Pernambuco. "A refinaria do Maranhão sozinha terá a capacidade de processar um terço do petróleo produzido no Brasil. Será destinada à exportação para o mercado norte-americano".   O ministro usou um tom ufanista ao se referir ao pré-sal. "Parece até um milagre. Na faixa de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, é praticamente impossível colocar uma sonda na região do pré-sal e não encontrar petróleo".   Empresa portuguesa   A Petrobras assinou nesta sexta um acordo com a empresa portuguesa Galp Energia um acordo para a formação de uma joint-venture para a produção de biodiesel no Brasil, que será vendido em Portugal. Segundo o acordo, serão produzidas anualmente 600.000 toneladas de biodiesel de primeira geração no Brasil, que depois serão exportadas e transformadas em biodiesel de segunda geração para comercialização em Portugal e na Espanha.   O acordo, que recebeu o nome de Projeto Belém, prevê a criação de uma empresa, com participação de 50% por parte da Petrobras e 50% da Galp Energia. Segundo Alan Kardek, presidente da Petrobras biocombustível, o acordo deverá estar operacional em 2012. "O investimento será de algumas centenas de milhões de dólares", diz.   Rogério Mattos, gerente executivo da Petrobras Biocombustível conta a respeito do projeto. "Serão duas fases. Na primeira fase, vão ser produzidas 300.00 toneladas de óleo, que será exportado para Portugal, que junto conosco vai fazer biodiesel de segunda geração".

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