Contribuição sindical não será maior que o imposto pago hoje, diz ministro do Trabalho

Contribuição sindical não será maior que o imposto pago hoje, diz ministro do Trabalho

Segundo Ronaldo Nogueira, não há possibilidade de retorno do imposto sindical que atualmente cobra compulsoriamente um dia de trabalho de todos os empregados

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 17h12

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse hoje que a nova contribuição por negociação coletiva a ser paga pelos trabalhadores não será maior que o pago no imposto sindical que deixará de vigorar em novembro. "O texto da medida provisória terá um teto e a contribuição sindical não superará um dia de trabalho", disse, ao comentar reportagem do Estadão/Broadcast que mostrou que algumas centrais sindicais defendem valor maior que o pago atualmente. 

+Centrais querem contribuição sindical maior do que imposto cobrado hoje

Em entrevista para apresentar os números do emprego, Nogueira disse que "não existe a possibilidade de voltar o imposto sindical" que atualmente cobra compulsoriamente um dia de trabalho de todos os empregados. Sobre a intenção de algumas centrais de elevar a cobrança sob a nova contribuição, Nogueira comentou que "não haverá contribuição maior que o imposto sindical". 

"Está sendo estudada possibilidade de que a convenção coletiva defina uma contribuição para suprir as despesas da convenção coletiva com direito a oposição", disse o ministro. Questionado sobre a possibilidade de o trabalhador se recusar a pagar a nova contribuição, Nogueira foi evasivo. "É a convenção coletiva que vai permitir o direito de oposição a partir da livre manifestação do trabalhador".

Na sexta-feira, o Estadão/Broadcast revelou que, com a entrada em vigor da reforma trabalhista em novembro, o imposto sindical deixará de vigorar, mas a contribuição dos trabalhadores poderá aumentar. Em vez de ter um dia de trabalho descontado todo ano (o correspondente a 4,5% de um salário), a contribuição será decidida em assembleia e duas das maiores centrais do País, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Força Sindical, defendem que de 6% a 13% de um salário mensal sejam destinados anualmente ao financiamento das entidades.

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