Controladora da Varig vai à Justiça contra intervenção federal

A FRB-Par, controladora da Varig, impetrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra eventual intervenção federal na empresa aérea. A ação foi movida num momento em que o executivo Gilberto Rigoni está à frente do cargo de presidente do conselho de administrativo da holding, por força de decisão judicial. O advogado da FRB-Par, holding de investimentos da Fundação Ruben Berta (FRB), Trajano Ribeiro, confirmou que a ação foi movida ontem. O mandado se baseia em informações veiculadas na imprensa de que o governo federal teria cogitado intervir na companhia aérea. Na semana passada, o presidente da Infraero, Carlos Wilson, chegou a defender a alternativa da intervenção no grupo aéreo. Na ação, a FRB-Par argumenta que a hipótese da intervenção teria levantada para coagir a fundação a aprovar rapidamente a fusão. Segundo o texto do mandado, a fusão ocorreria "em condições tão leoninas, que essa solução, dita salvadora, se apresenta como um verdadeiro confisco do nome, patrimônio e intangíveis da Varig que atenta contra a moralidade pública". O mandado qualifica a alternativa da suposta intervenção como "verdadeiro e descarado fórceps para consumar a fusão que é, apenas, do reservado interesse de um reduzido grupo de empresários e banqueiros". Já os curadores afastados da fundação - em razão da mesma decisão liminar que reconduziu Rigoni e outros três executivos ao conselho de curadores - pretendem recorrer à Justiça para que as ações relativas ao caso sejam processadas apenas em um estado. Já há decisões sobre o mesmo caso no Rio e em Alagoas.

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