ANTONIO MILENA|AE
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Controladora do McDonald's no Brasil anuncia que só comprará ovos de galinhas livres de gaiola

A medida começará a valer em 2025, e segue uma tendência mundial que atende o apelo de consumidores por produtos que prezem pelo bem-estar animal

Camil Turtelli, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2016 | 11h44

SÃO PAULO - A Arco Dorados, controladora do McDonald's na América Latina, anunciou nesta quinta-feira que comprará somente ovos de galinhas livres de gaiola a partir de 2025. O anúncio segue uma tendência mundial que atende o apelo de consumidores por produtos que prezem pelo bem-estar animal e que tem feito com que gigantes do setor de alimentos se adaptem às novas exigências. Segundo a Arco Dorados, esta decisão reforça o compromisso da empresa e soma esta iniciativa às demais já existentes para outras espécies, como gado bovino e frango.

Para atender este compromisso, a Arcos Dorados trabalhará com produtores, fornecedores e especialistas em comportamento animal para auxiliar nessa transição, assegurando que seja feita sem prejudicar o abastecimento dos restaurantes de toda a região. "Ser a marca líder na América Latina e no mundo nos desafia a liderar esse tipo de iniciativa. Continuaremos garantindo o consumo de produtos de qualidade a nossos clientes, de acordo com as políticas de bem-estar animal," disse, em nota, Jose Valledor, vice-presidente de Supply Chain da Arcos Dorados. 

Em setembro passado, a rede de restaurantes Burger King também anunciou que até 2025 só vai comprar ovos e carne suína exclusivamente de criatórios que não utilizem gaiolas (no caso de aves) ou baias de confinamento nas maternidades (no caso de suínos). A medida, tomada pela controladora da rede, a Restaurant Brands International (RBI), valerá para a América Latina. No Brasil, conforme a companhia, até o fim de 2016 haverá 480 pontos de venda em operação.

No Brasil, recentemente, a BRF anunciou uma parceria da sua marca Sadia com o chef e ativista britânico Jamie Oliver que envolve 183 aviários de Goiás voltados ao bem-estar animal. Para o projeto, a empresa adaptou granjas de integrados a padrões que atendem a exigências de bem-estar animal, com lotação reduzida dos aviários, instalação de sensores que medem a temperatura do ambiente, além de poleiros e camas de areia para as aves. Estas granjas não devem usar antibióticos na criação dos animais.

 

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