Controle da inflação eleva exigência do consumidor

O maior controle da inflação elevou o padrão de exigência do consumidor brasileiro, que, além de preços, opta pela qualidade dos produtos e do atendimento na hora de fazer as suas compras. A constatação é de uma pesquisa inédita realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, para o Dia do Consumidor, celebrado dia 15.De acordo com a pesquisa, de múltiplas respostas, 84% dos entrevistados disseram que o preço tem o maior peso na decisão de compra. A qualidade dos produtos teve 35% das preferências, seguida pelo atendimento, com 24%. A proximidade de casa foi escolhida por 16% dos consumidores e a variedade de marcas por 12%.Quando estão fazendo as compras em algum estabelecimento, no entanto, o atendimento ganha mais importância e agrada 78% das pessoas, que avaliaram esse quesito como "ótimo ou bom". Para 77% dos entrevistados, a limpeza vem em segundo lugar, seguida pela qualidade dos produtos (74%). O preço ficou em último lugar, com 42,11% de avaliação positiva."O consumidor brasileiro sabe exatamente qual é o seu papel. Ele sabe o valor do seu gasto e do seu dinheiro. Por isso, está mais exigente", avalia o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 29 de janeiro em mil domicílios, espalhados por 70 cidades em nove regiões metropolitanas do País (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém).O gasto médio mensal dos consumidores com alimentação, higiene e limpeza apurado pela Fecomércio-RJ foi de R$ 256,93. Diniz lembra que, como 50% da população brasileira recebe até dois salários mínimos, esse valor representa em torno de 40% da renda dessas pessoas. "Com a estabilidade da economia, o consumidor passou a administrar melhor o orçamento familiar", diz Diniz.O levantamento da Fecomércio-RJ também aponta que 42% das pessoas entrevistadas estão satisfeitas com a oferta de estabelecimentos comerciais. No entanto, quando questionados sobre a carência de algum comércio em seu bairro, 13% dos consumidores reclamaram da escassez de supermercados. Outros 10% citaram a falta de farmácias. A ausência de lojas de roupas, de eletrodomésticos e açougues veio logo depois, com 3% cada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.