Controle de câmbio será transitório, diz Pignanelli

O presidente do Banco Central, Aldo Pignanelli, prometeu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que "o controle de câmbio será transitório", até que se chegue à um acordo com o organismo. Pignanelli explicou ao diretor para o Hemisfério Occidental, Anoop Singh, e ao chefe da missão do FMI na Argentina, John Thornton, as medidas que o governo adotou e repassou os detalhes da política monetária. Segundo fontes do BC, Singh disse que o governo argentino deve deixar o dólar subir para que haja um overshooting e logo intervir para baixar a cotação, referindo-se à liberação de parte dos depósitos até sete mil pesos que pressionariam o câmbio. Singh teria ilustrado o conselho dizendo que foi o mesmo que ele recomendou à Indonésia. Apesar de receber bem a notícia de abertura parcial do "corralón" (aplicações em prazo fixo), Anoop Singh continua insistindo em que é preciso haver um definição para os amparos judiciais que permitem os saques dos depósitos que não estão liberados. As negociações continuarão hoje, desta vez com a participação também do secretário de Finanças, Guillermo Nielsen, que se encontrava em Nova York, onde se reuniu com funcionários da Reserva Federal e banqueiros. A missão argentina se reunirá com a número dois do FMI, Anne Krueguer, Anoop Singh, John Thornton e com o presidente do BID, Enrique Iglesias. Nielsen e Pignanelli deverão participar ainda de um seminário organizado pelo BID sobre o futuro do sistema financeiro argentino. Participam do seminário, economistas que dão frio na espinha do ministro de Economia, Roberto Lavagna: os ex-presidentes do BC, Mario Blejer e Pedro Pou; o ex- ministro de Economia, Roque Fernández; o economista chefe do BID, Guilhermo Calvo; e o presidente do Banco Hipotecário, Miguel Kiguel. Alguns partidários da dolarização, outros, críticos da ingerência de Lavagna no BC, e uns que, simplesmente, discordam das políticas do ministro. Leia o especial

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