Controle de capitais é tolice, afirma economista

A idéia de controlar os capitais que entram e saem do País, que acaba de ser adotada na Argentina, voltou a ser cogitada entre nós, como o prova a reunião de ontem no Rio de uma das comissões temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em que o tema contou com a simpatia de vários conselheiros, conforme informação dada pelo ministro Tarso Genro, seu coordenador. Mas para o economista Eustáquio Reis, ouvido no programa Conta Corrente, da Globo News, a idéia não passa de uma "tolice", completamente despropositada neste momento. "O Brasil demonstrou que tem capacidade de reduzir o risco Brasil, através de medidas fiscais e monetárias adequadas, e está caminhando no rumo certo. Falar em controle de capitais agora é completamente fora de esquadro", afirmou. Pacto e controle Contudo, a idéia foi admitida pelo ministro Tarso Genro, que assim se manifestou, após a reunião do Conselho que coordena: "Neste pacto para um novo contrato social, como um dos (seus) fundamentos, se propõe, sim, um determinado controle dos fluxos de capitais. Isso não quer dizer nem intervencionismo estatista, nem qualquer tipo de visão que absolutiza essa questão." E mais adiante: "A Argentina não tinha outra opção. A Argentina é um país quebrado, e cada país tem de ter o remédio adequado para a sua situação e para a natureza do desenvolvimento que pretende."

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