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'Convergência digital abre mais espaço para atuação'

Segundo professor, mercado para radialistas vive ótimo momento

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2014 | 02h06

O diretor acadêmico da Escola de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi, Luiz Alberto de Farias (foto abaixo), diz que o mercado para radialistas vive um ótimo momento. "Esse profissional é o que melhor entende os conceitos, a linguagem e as técnicas de atividades relacionadas à criação, produção, veiculação e direção de programas e projetos para rádio, televisão e internet. Portanto, é o que está mais preparado para atender as demandas das novas mídias alternativas."

Segundo ele, o crescente número de monitores instalados em transportes públicos e em pontos de venda, bem como o aumento de canais de televisão corporativos, podcasts, web rádios, canais e portais de vídeo na internet contribuíram para o aquecimento do mercado.

"Além disso, a entrada em vigor da lei que obriga a produção e veiculação de programas brasileiros nas TVs por assinatura impulsionou ainda mais o setor audiovisual", diz.

Farias afirma que esses profissionais também podem atuar em produtoras, realizando cobertura de eventos, produzindo vídeos institucionais e gravação de comerciais. "Instituições educativas e culturais, agências de publicidade, empresas de agenciamento de atores, departamentos de comunicação e marketing de empresas de diferentes setores, também oferecem espaço."

O professor diz que o curso de rádio e TV é voltado para quem tem interesse por tecnologia e por unir expressões visuais e sonoras, presentes nas diversas mídias. "A convergência digital, que implica na fusão de tecnologias de comunicação digital, computação e mídia online, abriu mais espaço para esse profissional."

O aluno do 8º semestre do curso da Anhembi Morumbi Wesley Magalhães está fazendo estágio no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Ele conta que entrou na emissora para trabalhar na equipe do programa do palhaço Bozo. "Fiquei muito feliz por ter sido selecionado entre quatorze candidatos."

Depois que o programa saiu do ar, Magalhães foi indicado para integrar a equipe do programa Esquadrão da Moda. Segundo ele, em sua rotina de trabalho não existe monotonia. "Participo de externas, faço transcrições para os roteiristas, acompanho os produtores que saem para fazer entrevistas e auxilio os editores. Também ajudo a produzir conteúdos para o site e a fan page do programa. Acabo participando de todas as etapas. Estou vivendo uma experiência incrível."

O estudante diz que está fascinado com todo o processo de pré e pós-produção. "É incrível produzir e gravar em externa, sem o amparo dos estúdios. Assim como gravar dentro da emissora, como toda a estrutura disponível. Imprevistos sempre aparecem e são transformados em boas soluções."

No futuro, o jovem, que também é ator, deseja conciliar a carreia de interpretação com a de radialista. "Penso em fazer pós-graduação voltada à direção de atores. Assim, vou adquirir mais segurança e credibilidade nas duas profissões. Acho importante buscar novos horizontes, sem esquecer minha essência. Profissionais são muitos. Mas poucos estão bem preparados para o mercado de trabalho." A graduação também é oferecida naUnesp Bauru, Metodista, Cásper Líbero e Faap.

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