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Conversa entre presidentes não foi concluída ainda, diz Amorim

A conversa entre os presidentes do Brasil, Bolívia, Argentina e Venezuela foi "muito boa", mas ainda não foi concluída. A avaliação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, que acrescentou que o encontro poderá ter como resultado a produção de um documento que apresente os pontos "mais importantes", entre eles, os da discussão sobre o preço do gás boliviano fornecido para Argentina e Brasil."Acredito que possa sair um documento em que os elementos mais importantes da reunião estejam presentes, como a necessidade de desenvolvimento equilibrado para todos e a importância da integração energética, da garantia de abastecimento e de uma discussão racional, em termos de preço, levando em conta o interesse de todos", disse Amorim, sem confirmar, entretanto, se tal documento será, de fato, produzido.Ele também não soube informar se os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Bolívia, Evo Morales, chegaram a discutir valores financeiros ou porcentuais de aumento de preços do gás boliviano. "A maior parte do encontro foi só entre os presidentes e eu não tive uma oportunidade para conversar em profundidade com o presidente Lula. Não sei se foi conversado sobre aumento de preço do gás, porque isso é fora da minha área. Eu cuido de palavras", acrescentou o ministro.Amorim também deu mostras de que o governo brasileiro parece já minimizar a forma com que foi anunciada a nacionalização dos campos de gás e petróleo na Bolívia, na segunda-feira (1º de maio), quando tanques do exército invadiram as instalações da Petrobras naquele país. "Não interessa analisar isso agora. Quando presidentes se reúnem, o simples fato de se reunirem coloca o assunto numa outra fase", avaliou.O ministro também não quis comentar declarações feitas na noite de ontem pelo presidente boliviano, Evo Morales, de que a ameaça da Petrobras suspender investimentos na Bolívia seria "chantagem". "Não li, não vi e não ouvi isso.E, portanto, não vou comentar", limitou-se a dizer, seguindo para o restaurante onde os presidentes almoçam.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 16h10

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