Cooperativas ajudam empresários do setor

Ganhar espaço em um mercado que cresce respaldado pelo aumento do valor agregado dos produtos e pela sofisticação de serviços representa um desafio e tanto para os empresários. E mais do que isso: custa caro também. Para equacionar o problema, entretanto, cooperativas começam a ganhar espaço em algumas regiões do País. O modelo ajuda, sobretudo, microempresas que atuam no setor.

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 03h08

Márcio Rodrigues, coordenador do Programa de Desenvolvimento da Alimentação, Confeitaria e Panificação (Propan), defende a iniciativa. "A mão de obra dentro de uma padaria já consome 40% do orçamento. Imagine ter de investir mais ainda na contratação de funcionários qualificados para oferecer a quantidade de serviços necessários para competir no segmento", questiona o especialista.

Uma das primeiras ações nessa direção já saiu do papel em Blumenau, no interior de Santa Catarina. "Decidimos ampliar nosso poder de barganha com os fornecedores para investir em um posicionamento mais sofisticado perante os clientes", conta Nestor Silvio Winzewfki, dono da padaria Ki-Baguetti e um dos idealizadores da cooperativa Forte Pão, que congrega outros 13 empresários do ramo.

O "pulo do gato", conta Winzewfki, foi escolher cooperados que por critérios geográficos não competem entre si. Em seguida, o grupo colocou em curso um processo que estabelece padrões únicos de administração dos empreendimentos assim como dos itens fabricados e comercializados. "Nossas padarias precisam ser muito parecidas para, dessa forma, estabelecermos os mesmo padrões de compra e produção", explica.

Com a primeira fase concluída, a Forte Pão passou a fazer 100% das compras em grupo e, como resultado, contabilizou uma economia de 15% nas despesas mensais. "Já conseguimos estabelecer um novo posicionamento e fugir da concorrência direta com os supermercados. O primeiro objetivo, que era voltar a operar no azul, foi concretizado. Agora, vamos montar um centro de produção que estará em atividade até o segundo semestre de 2012", conclui Winzewfki.

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