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Coordenador agrícola da Rodada de Doha se queixa de lentidão

O mediador das questões agrícolas daRodada de Doha, Crawford Falconer, queixou-se na sexta-feira dademora nessas cruciais negociações e disse que todo ocronograma está sendo inviabilizado. Ministros comerciais de todo o mundo se reunirão em marçoou abril para definir as linhas gerais do acordo, parafinalizar a Rodada de Doha até o final do ano. "Se esse é o nosso cronograma, está ficando mais apertado acada hora que passa", disse Falconer, que também é embaixadorneozelandês junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), àReuters. "Não consigo ver como os ministros poderiam se encontrar emmarço. Do jeito que as coisas estão indo seria preciso ummilagre. Em abril ainda seria possível", disse ele ao final deduas semanas em que os 151 países da OMC avaliaram a propostaredigida por ele. Diplomatas dizem que a Rodada Doha da abertura comercialglobal, lançada em, precisa ser concluída rapidamente, pois docontrário será ofuscada pela sucessão presidencial dos EUA. A proposta de Falconer sobre agricultura e um outro texto,sobre bens industriais, deveriam servir de base para umareunião ministerial na época da Páscoa, que neste ano cai em 23de março. Embora a agricultura represente apenas cerca de 8 por centodo comércio mundial, ela é crucial nas negociações devido à suaimportância para os países em desenvolvimento, onde milhões depessoas dependem de cultivos de subsistência. Os países em desenvolvimento defendem que as nações ricasabram seus mercados --para isso, seria preciso que a UniãoEuropéia reduzisse as tarifas de importação e que os EUAabrissem mão dos subsídios que dão aos seus produtores. Em troca, os países ricos esperam que os pobres cortem astarifas para bens industriais e serviços estrangeiros. Algunspaíses em desenvolvimento também querem isso, pois vêemoportunidades no comércio Sul-Sul. Falconer disse que os negociadores estão dispostos aavançar, mas não conseguem eliminar as diferenças no mesmoritmo estabelecido pelos líderes políticos. Uma questão técnica que bloqueia os trabalhos gira em tornodo sistema pelo qual os países ricos protegem produtos"politicamente sensíveis" dos cortes tarifários. A definição desses produtos e como tratá-los depende dedados de consumo que os países ricos ainda não apresentaram.Mas os países em desenvolvimento relutam em revelar concessõesque podem fazer nas questões agrícola, industrial ou deserviços até que saibam como os produtos "sensíveis" serãotratados. REUTERS ES

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