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Coordenador do Ministério do Trabalho pede 'reza' para saldo de vagas ser positivo em 2017

Mesmo com a abertura de 35.457 vagas formais em agosto, ainda não é possível dizer se o saldo de empregos será positivo em 2017, afirmou o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães

Lorenna Rodrigues, Broadcast

21 de setembro de 2017 | 18h59

BRASÍLIA - Mesmo com a abertura de 35.457 vagas formais em agosto, ainda não é possível dizer se o saldo de empregos será positivo em 2017, afirmou o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães.

Ele ressaltou que dezembro é um mês que sazonalmente registra muitas demissões, principalmente pelo desligamento na indústria e comércio depois das festas de fim de ano. "Quem tiver uma vela, pode acender, pode rezar uma ave-maria [para o saldo ser positivo]", brincou.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, foram abertas 163.417 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, no entanto, o resultado ainda é negativo, com o fechamento de 544.658 vagas.

 

 

Setores. As cinco regiões do país empregaram mais do que demitiram no mês de agosto. O Nordeste foi a região que registrou a maior abertura de vagas (19.964). De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, isso se deve às contratações na agricultura na região, somado ao movimento geral do comércio e serviços. 

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Rendimentos.  O salário médio de admissão com carteira assinada aumentou 11,58% acima da inflação, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado no Caged. Em agosto, o valor alcançou R$ 1.495. No acumulado do ano, o ganho real é de 5,3%.

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No entanto, ainda é significativa a diferença em relação ao salário de demissão, que alcançou R$ 1.709 em agosto. “O volume de pessoas que permanecem procurando emprego no mercado ainda é bastante elevado. O salário médio de admissão está sendo valorizado, mas a aproximação com o de demissão ainda não é sentida pela forte oferta de mão de obra”, afirmou Mário Magalhães.

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