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Copa do Mundo afeta venda de medicamentos em junho

No primeiro semestre, porém, indústrias tiveram receita de R$ 31 bilhões, alta de 13,2% sobre mesmo período de 2013

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2014 | 02h04

As vendas de medicamentos apresentaram um recuo de 6,9% em junho, sobre o mês de maio, totalizando 251,5 milhões de unidades. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 7%. No acumulado do primeiro semestre, contudo, a expansão foi de 7,6%, com 1,491 bilhão de unidades vendidas.

Esse balanço reflete as negociações da indústria para as distribuidoras e redes de farmácia.

Segundo Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), as vendas de maio foram maiores, em um movimento de antecipação prevendo queda nas vendas em junho, por conta da Copa do Mundo. As expectativas são de que as vendas no varejo farmacêutico também recuaram durante o mês passado por causa da Copa, mas o balanço do setor ainda não foi divulgado.

Em receita, as vendas das indústrias farmacêuticas alcançaram R$ 5,3 bilhões, 6,3% abaixo do resultado de maio. No primeiro semestre, contudo, o faturamento bruto das indústrias somou R$ 30,964 bilhões (sem considerar os descontos concedidos no varejo), alta de 13,2%. "A expectativa é de que o setor cresça 13% este ano", afirmou Mussolini.

Segundo ele, as indústrias seguem pressionadas pelos custos, o que afeta a rentabilidade do setor. "O aumento do custo da energia e das embalagens (papelão e alumínio), além do dissídio de 7,5% da categoria (em abril), comprometeram as margens no primeiro semestre", disse.

Genéricos. O segmento de genéricos continua sustentando a expansão. Levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) mostra que as vendas do segmento cresceram 11,5% em unidades nos seis primeiros meses 2014. Foram comercializadas 416,1 mil unidades, contra 373,1 no primeiro semestre do ano passado. Em junho, as vendas em unidades recuaram 8%, para 69,746 milhões, em relação ao mês anterior.

Segundo Telma Salles, presidente da Pró Genéricos, a expectativa para o ano era crescer 20% em volume, mas, analisando o desempenho do setor nos primeiros seis meses, a estimativa foi revista para 15% de expansão. Em receita bruta, as vendas de medicamentos genéricos somaram R$ 7,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 18,3% sobre o mesmo período do ano passado.

De acordo com Telma, o peso dos genéricos nas vendas totais de medicamentos tem crescido e deverá atingir 30% nos próximos meses.

Levantamento da Pró Genéricos mostra que, quando se retira a categoria de genéricos do resultado do mercado farmacêutico, a receita de vendas totais da indústria farmacêutica apresenta leve retração de 0,1% e, em unidades, um crescimento de 6,8% no primeiro semestre.

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