Copa do Mundo contribuiu para resultado negativo do varejo em junho

Em junho ante maio, a atividade de supermercados foi a única a escapar da queda no volume de vendas

Daniela Amorim, Agência Estado

14 de agosto de 2014 | 10h01

RIO - A Copa do Mundo prejudicou o desempenho do varejo na passagem de maio para junho, segundo Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Na Copa do Mundo, a gente teve uma redução de número de dias úteis, e isso impactou nas vendas do comércio, principalmente nas atividades de móveis e eletrodomésticos, combustíveis, tecidos, veículos", enumerou Juliana. "O impacto foi menor nos supermercados", acrescentou.

As vendas do comércio varejista caíram 0,7% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. Na comparação com junho do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,8% em junho deste ano. Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 3,6% em junho ante maio, e 6,1% ante junho de 2013.

Em junho ante maio, a atividade de supermercados foi a única a escapar da queda no volume de vendas. O volume vendido cresceu 0,6%. "Supermercados vendem produtos essenciais, então mesmo com a redução de dias úteis, as famílias continuam com o consumo diário ou mensal de bens de supermercados", apontou Juliana.

A perda de fôlego da inflação da alimentação no domicílio também contribuiu para que o segmento ficasse no terreno positivo em junho. A gerente do IBGE lembra que a taxa acumulada em 12 meses da alimentação no domicílio ficou em 6,17% em junho, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A inflação de alimentos no domicílio já esteve em dois dígitos no ano passado", contou.

Em junho, houve queda no volume de vendas de nove das dez atividades que integram a Pesquisa Mensal de Comércio: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,9%); tecidos, vestuário e calçados (-1,0%); móveis e eletrodomésticos (-2,0%); combustíveis e lubrificantes (-2,3%); material de construção (-3,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-5,3%); e veículos e motos, partes e peças (-12,9%).

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