Copa segurou aumento

O aumento da carga tributária sobre bebidas frias estava previsto para entrar em vigor no dia 1.º de junho, mas, a pedido do setor, foi adiado por 90 dias para que não houvesse aumento dos preços ao consumidor durante a Copa do Mundo. O setor ameaçava reajustar os preços em 5% ao consumidor e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes chegou a falar em demissão de 200 mil trabalhadores

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2014 | 02h02

O governo concordou em fazer o reajuste de forma escalonada, em três parcelas, sendo apenas a primeira ainda em 2014.

Na época, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, disse que o modelo atual foi bom no passado para resolver o problema da informalidade da indústria, mas agora é preciso ter um modelo com mais previsibilidade.

Ao mudar a tributação para considerar os preços nas prateleiras e o tipo de embalagem das bebidas, a Receita Federal quis corrigir uma distorção na fórmula antiga que, proporcionalmente, tributava mais as empresas menores. Como as grandes marcas têm mais valor agregado e são mais caras no varejo, a pesquisa de preço torna a tributação mais pesada para as empresas maiores

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