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Copel estima crescimento do consumo de até 2,6% em 2009

Empresa mantém previsão de investimento de R$ 590 milhões apesar da crise financeira internacional

Sandra Hahn, da Agência Estado,

14 de novembro de 2008 | 14h20

A Companhia Paranaense de Energia (Copel)espera ter uma expansão de até 2,6% em 2009, apesar de o mercado de energia sentir os reflexos da crise financeira internacional. Em teleconferência com analistas de investimento, o diretor financeiro da empresa, Paulo Roberto Trompczynski, informou que a empresa espera "um crescimento vegetativo e algo mais". O presidente da Copel, Rubens Ghilaridi, disse que a companhia mantém a previsão de investimentos de 2009, ao ser questionado por um analista sobre o orçamento em torno de R$ 590 milhões. A Copel está em fase final de negociação com o BNDES para empréstimo destinado ao projeto da usina de Mauá, no qual tem a Eletrosul como parceira. Cada sócio fará contratação individual. A Copel tomará R$ 382 milhões, sendo 50% repassados pelo BNDES e o restante por intermédio do Banco do Brasil. A previsão é assinar o contrato até o final do ano. Os recursos serão liberados de acordo com o avanço das obras. Os diretores da Copel foram questionados várias vezes sobre a possível ampliação no pagamento de dividendos, já que a companhia contava com uma posição de caixa de R$ 1,209 bilhão ao final de setembro. Trompczynski observou que a posição foi importante na melhora de rating atribuída pela Fitch à Copel e também contribuiu para que os juros a ser pagos no financiamento com o BNDES fossem menores. Além disso, avaliou que o momento não é adequado para mudanças, pois as companhias com menor alavancagem irão passar em melhor situação pelo período de crise. Questionado sobre a decisão judicial que beneficiou a AES Sul na discussão do despacho 288 da Aneel, Trompczynski relatou que a Copel pagou R$ 23 milhões após ter sido notificada, há três semanas, do efeito da medida. Pela decisão, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisará desconsiderar os efeitos do despacho 288 em operações realizadas pela AES Sul. O despacho foi editado em 16 de maio de 2002 e anulou ganhos que a AES Sul e outras empresas da Região Sul registraram com a venda de energia de Itaipu no Sudeste, que enfrentava racionamento na época. O diretor disse que a Copel ficou satisfeita com a decisão, que reforça sua própria causa judicial de conteúdo semelhante, indicando que nunca precisará desembolsar o R$ 1 bilhão provisionado para uma eventual derrota. Ghilardi voltou a abordar a dificuldade de alguns grandes consumidores intensivos em energia elétrica no Paraná que migraram para o mercado livre. Com o aumento de preços da energia, alguns tentaram voltar ao mercado cativo, mas não conseguiram, por falta de disponibilidade. Estas indústrias, que ele situou nos setores de celulose, papel, siderurgia e outras estão com problemas para encontrar energia por preço compatível com seus custos. A Copel estuda participar do próximo leilão de linhas de transmissão. Também considera adquirir ativos nos segmentos de distribuição, geração e transmissão, disse o diretor de finanças, detalhando apenas que a empresa analisa "três ou quatro" possibilidades atualmente. Na área societária, o diretor de finanças informou que a companhia fará uma assembléia no dia 28 de novembro para extinguir a Copel Participações, com o objetivo de reduzir custos. No projeto da usina de São Jerônimo, cuja concessão pertence à Copel junto com a Tibagi Empreendimentos, os sócios negociam uma mudança de posição de forma a tornar a estatal majoritária, para atender a legislação do Paraná. A Copel tem 49% do projeto, que depende de autorização do Senado para ir adiante, pois atinge área indígena. A intenção é fazer uma transferência de cotas sem gerar desembolso.Ghilardi sinalizou com a revisão dos projetos de usinas movidas a bagaço de cana-de-açúcar, em função do comportamento de preços de petróleo. Os sócios voltaram a conversar com a Copel sobre o andamento dos projetos, disse ele.

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