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Copel estuda disputar leilão da Cesp, apesar do edital

Edital de venda proíbe participação de estatais. Copel pode entrar na Justiça para participar do leilão

Sandra Hahn, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2008 | 20h04

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) reiterou nesta terça-feira, 26, que continuará avaliando a viabilidade e o eventual interesse em disputar o leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), embora o edital de venda proíba a participação de estatais no processo. O edital de venda, divulgado na segunda-feira, confirmou a limitação às estatais "na qualidade de acionista detentor, isoladamente, da maioria do capital votante, direto ou indireto, de participante". Veja também: SP veta estatais no leilão da Cesp. Cemig pode reagirO presidente da Copel, Rubens Ghilardi, avaliou, por meio de nota, que o veto não foi surpresa e não modifica a avaliação em andamento. "A Copel foi autorizada pelo governador Roberto Requião a estudar a conveniência de participar do leilão, e esse trabalho irá prosseguir normalmente", comentou. O executivo viajou esta tarde para Brasília para compromissos que terá amanhã.Ele reafirmou a possibilidade de a Copel ingressar na Justiça para tentar disputar o leilão, mas isso dependerá do resultado da avaliação sobre a Cesp. "Caso os estudos concluam que disputar o leilão da Cesp pode representar um bom negócio, iremos à Justiça para defender o que acreditamos ser nosso direito", afirmou Ghilardi. A empresa não detalhou que tipo de medida poderia ser usada.A Copel disse que uma das questões sob análise é o prazo de amortização do investimento a ser feito, considerado muito curto pela estatal. "O prazo de concessão das duas principais hidrelétricas da Cesp, que concentram 60% da capacidade de produção da empresa, termina em 2015 e limita bastante o prazo para recuperar o investimento que, aliás, não será pequeno", acrescentou Ghilardi."Conforme o edital, o preço mínimo da Cesp, de R$ 6,6 bilhões, é bastante alto e, a julgar por estimativas noticiadas pela imprensa, não deverá proporcionar retorno aos investidores, a não ser em prazos que ultrapassam em muito o período da concessão outorgada pela Aneel", afirmou o executivo.

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