Copel não repassará alta da conta de luz, diz Requião

O governador do Paraná, Roberto Requião, afirmou hoje que a Copel não repassará para a conta de luz o aumento tarifário a ser autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no próximo dia 24 de junho. "O Brasil inteiro está aumentando, em média, 20% o preço da energia elétrica. Mas os paranaenses podem ficar tranquilos. O governo do Estado se recusa a aumentar a energia neste momento de crise", disse Requião, segundo informações da Agência Estadual de Notícias, órgão oficial de comunicação do governo paranaense.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 18h53

Segundo o governador, o objetivo da medida é estimular a instalação de novas indústrias no Estado, fomentando a geração de emprego e renda. O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, afirmou que a estatal negocia com a Aneel um mecanismo para que o reajuste deste ano não tenha impacto imediato na conta de luz dos clientes. "A nossa tarifa média permanece praticamente a mesma desde junho de 2006, pois em 2007 nosso reajuste foi de 1,22% negativo e em 2008 foi de 0,04%", informou o executivo.

Essa não seria a primeira vez que a Copel, cujo acionista controlador é o governo do Paraná, decide não repassar para os consumidores o aumento tarifário autorizado pela Aneel. Em junho de 2003, a agência reajustou em 25,27% as tarifas da Copel, que, no entanto, não aumentou a conta de luz dos clientes adimplentes. Desse número, 15% foram repassados apenas em janeiro de 2004, e o restante em junho de 2004, junto com o reajuste do ano.

Segundo informou o governo paranaense, esse sistema de repasse gradativo do aumento da tarifa gerou uma economia de R$ 1 bilhão para os clientes da companhia até junho de 2006. "Isso é o mesmo que dizer que todos os nossos clientes tiveram quatro meses de luz elétrica de graça", comparou Ghilardi. O porcentual do novo reajuste não foi divulgado pela Aneel, mas a expectativa é de que o valor seja elevado. Isso porque o regulador irá passar para as tarifas o maior custo com a compra de Itaipu, que é cotada em dólar, e com o despacho das térmicas em 2008 - o preço da energia dessas usinas é muito mais elevado do que o das hidrelétricas.

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