Copom: 2000 marcou início de crescimento

O ano 2000 marcou o início de um período de crescimento mais vigoroso e sustentável da economia brasileira. Esta avaliação aliada à perspectiva de um cenário externo mais tranqüilo em 2001 foram as explicações dadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para a redução da taxa básica de juros (Selic) 16,5% ao ano para 15,75% ao ano, na reunião do dia 20. Com relação aos combustíveis, a expectativa do governo é de queda nos preços seguindo o novo mecanismo de variações automáticas trimestrais de acordo com a oscilação do preço do petróleo no mercado internacional. Técnicos do governo acreditam que o impacto na inflação do reajuste médio de 6% dos combustíveis e do aumento de 19,2% do salário mínimo a partir de abril será de 1,3 ponto porcentual na inflação anual. Para compensar esse impacto, eles esperam um aumento da safra de grãos.O Copom prevê um aumento de 6% para o conjunto dos preços administrados - energia, telefone e combustíveis - sem que isso comprometa a meta de inflação de 4% para 2001. Sobre a inflação deste ano, a ata destaca que o índice de 0,32% de novembro ficou de acordo com o esperado. Com a estimativa de um índice entre 0,6% e 0,7% este mês, "a inflação acumulada no ano deverá ficar próxima da meta de 6%".Na redução de 0,75 ponto porcentual nas taxas de juros na última reunião do comitê, a ata destacou que, no cenário externo, os sinais têm sido positivos. Isso "apesar das principais incertezas ainda estarem longe de dissipar-se", revela o documento, referindo-se ao desempenho da economia nos Estados Unidos e o rumo da crise na Argentina.

Agencia Estado,

29 de dezembro de 2000 | 13h39

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