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Copom aponta para fim da alta da Selic, avalia BBVA

A mudança do comunicado divulgado na quarta-feira, 27, à noite após o aumento do juro básico em 0,50 ponto porcentual é um sinal de que o Banco Central deve encerrar o ciclo de aperto monetário em janeiro de 2014 com um ritmo menos intenso de alta da taxa. A avaliação é do economista para Brasil do BBVA Research, Enestor dos Santos, que avalia que o ajuste no texto divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) mostra que "a maioria do trabalho já foi feita".

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

28 de novembro de 2013 | 10h09

Exatamente como esperado, o BC continuou o ciclo de alta dos juros e elevou a taxa Selic para 10% na noite de ontem. O comunicado distribuído após o encontro, porém, veio diferente do visto nas reuniões anteriores. O comitê retirou a frase utilizada nas últimas quatro decisões em que argumentava que o aperto monetário "contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".

Santos, do BBVA, entende que a retirada desse trecho do documento pode ser avaliada como um sinal de que o BC entende que a principal parte do esforço para conter os preços já foi feita. "Tomamos essa mudança como um sinal de que, para o Copom, o atual ciclo de aperto monetário já é longo e forte o suficiente para determinar a desaceleração da inflação e, por isso, a maioria do trabalho já está feita", argumenta em nota aos clientes.

Diante dessa mudança e com a recente desaceleração dos índices de preço no Brasil, o economista manteve a aposta de que o ciclo de alta do juro iniciado em abril deve terminar em janeiro com um aumento de 0,25 ponto porcentual - metade da alta decidida ontem à noite.

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