Copom considerou interromper neste mês cortes do juro

Na ata de sua última reunião, realizada na semana passada, Comitê sublinha preocupação com inflação no País

REUTERS

13 de setembro de 2007 | 09h18

Depois de dois anos de queda ininterrupta da taxa de juro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central chegou a considerar a interrupção deste ciclo em setembro, mas acabou optando, por unanimidade, em reduzir o ritmo da redução.  A avaliação consta da ata da reunião do comitê realizada na semana passada, quando o Copom resolveu cortar a taxa básica de juros do País, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano.  "Apesar de entender que diversos fatores respaldariam a decisão de manter a taxa de juros inalterada já nessa reunião, o comitê avaliou o cenário macroeconômico e considerou que, neste momento, o balanço dos riscos para a trajetória prospectiva da inflação ainda justificaria estímulo monetário adicional", afirmaram os membros do Copom na ata, divulgada nesta quinta-feira.  O comitê deixa claro no documento que está preocupado com a trajetória da inflação no País. Os últimos indicadores de preços mostraram uma alta considerada dos índices, o que surpreendeu economistas do mercado financeiro.  De acordo com a ata, o Copom tem optado por uma estratégia que procura evitar uma "trajetória inflacionária volátil" e pretende continuar monitorando o cenário econômico "atentamente" até sua próxima reunião em outubro para definir os próximos passos da política monetária.  Crescimento  A ata destaca que o ritmo de crescimento da economia, que tem expandindo a demanda doméstica, poderá gerar pressões significativas para o aumento da inflação no curto prazo.  Na avaliação do Copom, no entanto, a expansão do investimento e o crescimento das importações têm contribuído para retardar esse processo. Isso porque eles complementam a produção doméstica e dessa forma permitem que os efeitos inflacionários do crescimento sustentado da demanda agregada continuem sendo moderados. O Comitê divulgou ainda a elevação das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do País) em 2007. Apesar de não divulgar os valores, o BC sublinha que eles continuam abaixo do centro da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano.

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