Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Copom corta taxa básica de juros de 4,50% para 4,25% ao ano

Depois da quinta redução seguida, Selic está em novo piso histórico; resultado veio como esperado pelos analistas ouvidos pelo 'Projeções Broadcast'

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2020 | 18h20

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 4,50% para 4,25% ao ano. Este é o quinto corte da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

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De um total de 58 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 47 esperavam por um corte de 0,25 ponto, para 4,25% ao ano. Onze casas aguardavam pela manutenção da taxa básica em 4,50% ao ano.

O novo corte da Selic ocorre em um momento de preocupações com o crescimento econômico global, após a epidemia do coronavírus atingir a China - um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação, que é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo Banco Central e Ministério da Economia.

A meta central de inflação para 2020 é de 4% (com tolerância entre 2,5% e 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). E, para 202, é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2% a 5%).

Quando a inflação está alta ou indica que ficará acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito e freando o consumo, assim, reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação tende a cair.

Com a Selic no menor patamar já visto, o Brasil passou a ocupar a nona posição no ranking de países com as maiores taxas de juros reais (descontada a inflação) do mundo. Levantamento do site MoneYou e da Infinity Asset mostra que o juro real do Brasil está hoje em 0,91%. No topo do ranking, que considera as 40 economias mais relevantes do planeta, estão o México (3,20%), a Malásia (2,30%) e a Índia (2,28%).

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