Copom: inflação com tendência de queda

Na manhã de hoje, o Banco Central divulgou a ata da ultima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nos dias 18 e 19 de setembro. Os principais aspectos apontados foram a tendência de recuo da inflação até o final do ano com o cumprimento das metas do governo e a atenção voltada para os preços do petróleo no mercado internacional.As quedas consecutivas da inflação verificadas nas primeiras prévias do mês de setembro indicam que há uma menor contaminação na formação dos preços. Com isso, a inflação de 2001 pode ficar ligeiramente abaixo da meta - de 4%. Ainda, de acordo com o documento, o efeito do choque ocorrido com os preços dos alimentos deve se esgotar a partir deste mês. Apesar disso, a entressafra ainda pode apresentar alguma pressão nos índices de inflação no último trimestre do ano. Para este ano, o Copom trabalhava com a possibilidade de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechar o ano pouco acima de 6%. A ata, no entanto, ressalta que o IPCA deste ano ficará dentro do seu intervalo de tolerância, que é de 2 pontos porcentuais para cima, ou para baixo. Com relação aos efeitos do preço do petróleo no mercado internacional, a ata destaca que há a perspectiva de um aumento de 5% nos preços dos derivativos do óleo. A análise levou em consideração as projeções do mercado futuro para o preço externo do petróleo e os reajustes ocorridos nos preços domésticos dos combustíveis. Esse possível aumento deve ser sentido no último trimestre do ano. Porém, caso não ocorram reajustes adicionais dos preços de combustíveis, a meta para 2001 será cumprida com maior folga, diz a ata. Com relação aos juros, a ata diz que a manutenção no atual patamar - 16,5% ao ano - permite o cumprimento das metas de inflação até 2002.

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