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Copom não surpreende mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu em sua primeira reunião do ano reduzir a taxa básica de juros - Selic - em 0,5 ponto porcentual. Com isso, a taxa, que estava em 15,75% ao ano, caiu para 15,25% ao ano. O Comitê não fez indicação de viés, ou seja, até a próxima reunião, em 13 e 14 de fevereiro, a taxa ficará nesse patamar.O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro. "As condições do cenário nacional e internacional foram favoráveis à essa redução e o Copom aproveitou o momento para promover mais um corte na taxa", explica Marcelo Carvalho, economista-chefe do JP Morgan. O executivo acredita que o ritmo do desaquecimento da economia norte-americana ainda preocupa, mas já há sinais de que a desaceleração está no compasso programado pelo banco central dos Estados Unidos (FED). Internamente, Carvalho cita o controle da inflação como o principal motivo para a continuidade dos cortes da taxa Selic. O economista-chefe do Banco Inter American Express, Marcelo Alain, considera que a decisão do Comitê ficou dentro do esperado. Porém, a sua aposta era de um corte de 0,25 ponto porcentual. "A decisão poderia ter sido mais cautelosa. O desaquecimento forte da economia dos EUA pode provocar perdas no setor bancário, devido ao risco da inadimplência e isso ainda não foi afastado", explica Alain. Expectativas para juros no Brasil e nos EUAO FED reúne-se no dia 31 de janeiro para reavaliar novamente a taxa de juros nos EUA. Analistas consideram que o banco central norte-americano vai promover mais um corte na taxa, que está em 6,0% ao ano. O objetivo do FED é evitar que o desaquecimento seja forte demais e provoque uma recessão no país. No início de janeiro, a taxa já caiu de 6,5% ao ano para o patamar atual.Assim como Carvalho, Luiz Rabi, economista-chefe do BicBanco, acredita que o FED vai reduzir a taxa em 0,5 ponto porcentual. Já Alain, do Inter American Express, aposta em um corte de 0,25 ponto porcentual. Os analistas acreditam que o risco de uma recessão nos EUA não foi totalmente afastado, mas é cada vez menor essa probabilidade. "A chance é de 35%", avalia o economista-chefe do JP Morgan.No Brasil, a expectativa é de que a taxa de juros continue sendo reduzida até o final do ano. Carvalho acredita que a Selic estará em 13% ao ano no final de 2001 e que os cortes serão mais freqüentes no primeiro semestre. "No final de junho, os juros básicos anuais devem estar abaixo de 14%", prevê o economista. Alain e Rabi são mais conservadores e acreditam que a Selic deve ficar em 13,5% ao ano final de 2001.

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