Copom quer autonomia na política de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) quer a sua autonomia operacional formalizada ainda no mandato presidencial do presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo é facilitar a tarefa de manter a estabilidade macroeconômica do País. A afirmação é do diretor de pesquisa econômica do BC, Sérgio Werlang. O que se teme é que uma mudança no regime de política monetária possa aumentar com a aproximação da posse de um novo presidente. A autonomia do Copom hoje está inteiramente baseada na boa vontade do governo, sem nenhum embasamento jurídico ou regulatório. Formalizar a autonomia significa dar um mandato fixo para os membros do Comitê, que se tornariam não-demissíveis pelo governo. Para que isto aconteça, porém, é necessário que a emenda constitucional, já aprovada pelo Senado, seja aceita pela Câmara. Como funciona a autonomia operacional? A autonomia operacional defendida pelo Copom é aquela em que o governo define a meta de inflação, e o Banco Central tem liberdade de manejo da política monetária para cumpri-la. Werlang acha que a autonomia pode tornar-se socialmente aceitável dentro de pouco mais de um ano, se o Copom continuar demonstrando capacidade de cumprir as metas de inflação.

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