Amanda Perobelli/ Reuters
Ciclo de alta da Selic torna renda fixa mais atraente Amanda Perobelli/ Reuters

Copom sobe Selic para 7,75%; veja como a nova taxa afeta os investimentos

Títulos da renda fixa, em especial os que são atrelados ao CDI ou à inflação, tendem a se beneficiar do movimento de alta da taxa básica de juros

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2021 | 18h44

Após mais um aumento da taxa básica de juros, a Selic, o investidor que busca segurança para os seus investimentos encontra oportunidades nos títulos de renda fixa pós-fixados. Esses títulos costumam ter rendimentos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) - taxa de juros de referência que acompanha a evolução da Selic - ou ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do País. 

Esse tipo de investimento oferece uma maneira de se proteger da alta da inflação e dos juros, preservando o patrimônio. Com a Bolsa de Valores andando de lado, por causa dos riscos fiscal e político, os títulos pós-fixados também passaram a oferecer boas oportunidades de rentabilidade. Isso porque o valor é corrigido por um indexador flutuante e, com o cenário conturbado, a remuneração é maior. 

Contudo, é preciso estar atento à inflação, que está corroendo boa parte das aplicações, até mesmo em renda variável. Não há nada no horizonte que indique que a inflação irá ceder este ano, por mais que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha elevado pela sexta vez consecutiva a taxa básica de juros, com a Selic agora a 7,75% ao ano. 

Especialistas consultados pela reportagem apostam que o ciclo de alta de juros deve se encerrar em meados de 2022, com a Selic atingindo uma taxa entre 11% e 12%. No momento em que a taxa básica de juros chegar ao seu limite e puder começar a cair na sequência, essa será a hora ideal de pensar em realocar recursos nos títulos prefixados - aqueles em que o investidor sabe exatamente quais os juros que vai receber na data de vencimento. Por ora, os especialistas acreditam que eles ainda não são bons investimentos, especialmente para quem é mais conservador.  

Para Henrique Zimmermann, sócio da VLG Investimentos, as melhores oportunidades para quem quer investir por um prazo curto estão nos títulos atrelados ao CDI. Já para aqueles que olham mais no futuro, as oportunidades estão nas aplicações corrigidas pelo IPCA.  

“O pós-fixado no CDI está interessante para quem quer investir durante um ou dois anos, porque é certeza que vai subir, só não sabemos a velocidade. O investidor vai conseguir surfar e ganhar todas as altas de juros até o vencimento do título”, disse ele. O CDI, que é o índice da taxa de juros cobrada nos empréstimos entre bancos, acompanha o movimento da Selic.  “Já quando o investimento for passar de dois ou três anos, faz sentido um IPCA +, para garantir uma taxa boa por um período mais longo.” 

Isenção de Imposto de Renda

Zimmermann, da VLG Investimentos, recomenda os investimentos que são livres de Imposto de Renda para Pessoa Física, como o Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebimento do Agronegócio (CRA) e debêntures incentivadas. Esses títulos também costumam ter um rendimento de acordo com o CDI ou o IPCA. Mas também existem outras opções.

Os investimentos de renda fixa que não têm isenção de IR, por exemplo, costumam apresentar outros atrativos - como taxas de rendimento maiores - para atrair o investidor, explica Rodrigo Beresca, analista de Soluções Financeiras da Ativa Investimentos. “A vantagem que, por exemplo, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) trazem é a isenção tributária. Mas o Certificado de Depósito Bancário (CDB) traz um prêmio mais alto para compensar a falta de incentivo fiscal”, diz. 

A princípio, a isenção de IR pode parecer mais interessante. Mas, cada caso é um caso. E, para comparar os dois ativos de características distintas em pé de igualdade, é preciso fazer um cálculo que no jargão do mercado é conhecido como “gross up”.

O gross up consiste em calcular o retorno de um investimento isento ao embutir uma alíquota de IR fictícia. Assim, é possível comparar os itens que anteriormente não seriam comparáveis por causa de suas características distintas. 

Por exemplo: qual investimento é melhor durante o período de 365 dias, uma LCI que rende 94% do CDI e é isenta de Imposto de Renda ou um CDB que rende 115% do CDI no mesmo intervalo, mas em que há uma taxa de IR a ser paga? 

Lembrando que as aplicações seguem uma tabela regressiva do Imposto de Renda. Quem retira o dinheiro aplicado antes de 180 dias paga um imposto de 22,5%. De 181 a 360 dias, a alíquota cai para 20%. De 361 a 720, fica em 17,5%. E, acima de 720 dias, 15%.

Após o cálculo do gross up (veja abaixo como calcular), é possível descobrir que a LCI tem uma taxa de retorno equivalente a 113,9% do CDI. Portanto, nesse caso, mesmo que o CDB não seja isento do Imposto de Renda, ele traz um retorno maior que a LCI. 

Renda variável

Embora a renda fixa ofereça boas perspectivas, isso não significa que o investidor não possa encontrar boas oportunidades de investimento na chamada renda variável, o que inclui as ações na Bolsa de Valores. Setores como bancos e seguradoras, por exemplo, costumam se beneficiar dos ciclos de alta da Selic. No entanto, é preciso ter sangue frio para lidar com as flutuações (e quedas bruscas), o que pode fazer o valor das aplicações despencar. 

Em 2021, por exemplo, o índice Ibovespa, composto pelas maiores empresas da Bolsa de Valores de São Paulo, sofreu uma perda de 12,77% até setembro. Em um levantamento da consultoria Economática, feito a pedido do Estadão, somente a moeda digital bitcoin conseguiu bater a inflação e entregar lucros aos investidores em 2021. 

Isso significa que nenhum investimento vale a pena? Não. “Apesar do movimento de baixa da Bolsa, o fundamento das empresas não foi alterado. Vemos empresas sólidas, com saúde financeira, dívida e fluxo de caixa que não foram impactadas com o movimento do cenário macro”, afirma Rodrigo Beresca, da Ativa.

Murilo Breder, analista de renda variável do Nubank, concorda. “Para o investidor de curto prazo, o aumento da Selic pode tirar a atratividade da renda variável. Mas isso muda olhando para o longo prazo", afirma. "Os grandes investidores compram ações mesmo com a Selic a 14%, para aproveitar as ações baratas e, daqui a alguns anos, colherem um bom fruto em dividendos.” Entre os setores que, na opinião de Breder, apresentam bastante resiliência, ele aponta o agronegócio e o setor elétrico.

Retorno dos investimentos

A pedido do Estadão, o professor de Finanças da FGV Fabio Gallo projetou o retorno que os principais investimentos em renda fixa podem trazer daqui a um ano. Para isso, ele considerou a nova Selic e a previsão de inflação de 8,96% projetada pelo Banco Central. 

Em nenhum dos cenários calculados por Gallo, os investimentos em renda fixa conseguiram ganhar da inflação. As letras de crédito são os papéis que apresentaram a maior rentabilidade líquida e o menor prejuízo na rentabilidade real. São investimentos isentos de imposto e taxa de administração. 

Em porcentual, o CDB 116% é o que traz a maior rentabilidade bruta em um ano, mas há a incidência de IR sobre esse tipo de ativo, o que, no final das contas, diminui o lucro do investidor.

Na simulação, também é considerada a taxa de administração cobrada nos fundos de investimento. Mas o investidor pode e deve procurar corretoras que não cobram nada para manter esse tipo de investimento, assim têm a chance de evitar gastos para um investimento que já traz um retorno baixo.

Investimentos isentos de IR

  • LCI e LCA: Por serem emitidas por instituições financeiras, as letras de crédito têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como uma rede de proteção caso o banco emissor do título dê calote ou quebre. Cada cliente receberá o ressarcimento de no máximo R$ 250 mil por instituição (por isso, não coloque todo o dinheiro em um banco só) e o volume global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
  • CRI e CRA: Os certificados de recebíveis são emitidos por securitizadoras, portanto, não contam com a proteção do FGC. Por serem mais arriscados, se comparados com as letras de crédito, os prêmios devem ser maiores como forma de compensar o risco. 
  • Debêntures incentivadas: São papéis emitidos por empresas de infraestrutura. Ideal para investimentos de longo prazo. Debêntures tendem a ser beneficiadas com o aumento da taxa de juros, principalmente as atreladas ao CDI.
  • Poupança: É a aplicação com a pior remuneração. O rendimento é de 70% da Selic (caso a taxa esteja no máximo a 8,5% ao ano) mais a taxa referencial (TR), que está zerada, ou de 0,5% ao mês mais TR, quando a Selic for superior a 8,5%. 

Investimentos sem isenção do IR

  • CDB: É um investimento que se beneficia do aumento dos juros e tem a proteção do FGC, por ser emitido por instituições financeiras.
  • Fundos DI: São beneficiadas com o aumento da taxa de juros. 
  • Fundos imobiliários: O cenário é mais desafiador para fundos imobiliários que apostam em empreendimentos, porque a tendência é o crédito imobiliário para construções ficar mais caro. Mas os fundo de papel, que compram crédito (CRI), podem ser beneficiados pelo aumento da taxa de juros. 
  • Fundos multimercado: Bom investimento, porque, como porque investem em diversas estratégias, os gestores conseguem fazer movimentações para se beneficiar conforme o cenário.

Como fazer o cálculo do 'gross up' e comparar investimentos isentos de IR com aqueles em que há a incidência do imposto

A fórmula utilizada para fazer o gross up é a seguinte: 

Rendimento com gross up = Rendimento bruto/ (1 - Imposto de Renda).

Sempre lembrando em transformar os números em decimais. Basta dividir por 100. 

Por exemplo, para comparar uma LCI que rende 94% do CDI e é isenta de Imposto de Renda com um CDB que rende 115% do CDI (ambos com vencimento daqui a 365 dias).

  1. Rendimento com gross up da LCI = 0,94/ (1 - 0,175) 
  2. Rendimento com gross up da LCI = 1,139 x 100 (para transformar em porcentagem)
  3. Rendimento com gross up da LCI = 113,9% da CDI 

Portanto, nesse caso, mesmo o CDB não sendo isento, ele traz um retorno maior que a LCI. 

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Banco Central eleva Selic pela sexta vez seguida, e taxa básica de juros vai a 7,75%

Decisão do Copom de elevar a taxa em 1,5 ponto vem na esteira da escalada da inflação e da manobra para romper o teto de gastos; Selic está no maior nível do governo Bolsonaro

Thaís Barcellos e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2021 | 18h38
Atualizado 27 de outubro de 2021 | 21h01

SÃO PAULO E BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a aumentar o ritmo de subida de juros e elevou a Selic em 1,50 ponto porcentual, de 6,25% para 7,75% ao ano. Com a inflação rodando acima de 10% e em meio à aventura populista do governo que articulou o rompimento do teto de gastos, o colegiado precisou acelerar mais uma vez o passo do aperto monetário – que pode levar inclusive a uma nova recessão em 2022. O próprio BC já admite que a atividade doméstica tem mostrado “evolução ligeiramente abaixo da esperada”.

O movimento desta quarta-feira foi o sexto aumento consecutivo dos juros, após o BC cortar a taxa básica à mínima histórica (2%) em meio à pandemia de covid-19. Nas cinco reuniões anteriores, o BC havia subido a taxa em 0,75 ponto porcentual (p.p.) em três ocasiões e em 1 p.p. nos encontros de agosto e setembro.

A última vez que o Copom tinha aumentado a Selic em mais de 1 ponto porcentual foi em dezembro de 2002, quando a taxa passou de 22% para 25% na última reunião do governo Fernando Henrique Cardoso. Com a decisão de hoje, a Selic voltou ao maior patamar desde outubro de 2017. Portanto, esse já é o nível mais elevado dos juros básicos da economia no governo Bolsonaro. Quando o presidente chegou ao poder, a taxa Selic estava em 6,50%.

O Copom também já sinalizou que deve fazer um novo ajuste de 1,50 ponto na Selic na próxima reunião, em dezembro. Com isso, a taxa básica de juros encerraria o ano em 9,25% ao ano. 

No comunicado da decisão, o BC foi claro ao destacar que as mudanças nas regras fiscais que foram acordadas pelo governo com o Congresso – com o aval da equipe econômica – pesaram na deterioração das expectativas de inflação, mesmo com os principais indicadores das contas públicas apresentando melhoras nos últimos meses. O colegiado só não foi mais enfático, porque as alterações na forma de cálculo do teto de gastos para acomodar um Auxílio Brasil de R$ 400 em 2022 ainda não foram devidamente aprovadas pelo Congresso Nacional.

“Recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação, aumentando a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, destacou o Copom.

Na avaliação da estrategista-chefe da MAG Investimentos, Patricia Pereira, o BC foi “comedido” no comunicado sobre as mudanças propostas no teto de gastos. Para ela, não está claro se o Copom tem a opinião de que o teto ainda não foi quebrado.

“O comunicado do Copom foi seco. Chamou atenção pelo que não disse. O BC tem espaço para ser mais explícito na ata [do Copom], mas pode não ser. Pode tentar ganhar tempo, mantendo uma comunicação mais seca sobre a política fiscal”, disse Pereira, que espera Selic a 9,25% no fim do ano e “em torno” de 11% no término do ciclo de alta de juros.

Com a necessidade de abandonar o “plano de voo” anterior e dar uma resposta ao mercado que cobrava uma atuação mais firme nos juros, o BC admitiu que o novo ritmo de 1,50 p.p. é ainda mais contracionista - quando a taxa de juros reduz a atividade econômica. Enquanto diversos analistas já projetam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 1% em 2022, o aperto mais forte vindo do BC poderá levar até mesmo a uma nova retração da atividade.

Inflação

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário básico, que utiliza câmbio variando conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC) e juros do Relatório de Mercado Focus, o BC alterou a projeção do IPCA de 2021 de 8,5% para 9,5%. No caso de 2022, a expectativa foi de 3,7% para 4,1%. Para 2023, a projeção passou de 3,2% para 3,1%.

A projeção do BC para a inflação já é bem superior ao teto da meta para este ano e ficou ainda mais distante do centro da meta do próximo. O centro da meta para 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A estimativa do BC também já se distancia do centro da meta de 2022, que é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%). O parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Juro real

Com o último movimento de aperto monetário, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juros real (descontada a inflação) do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está agora em +5,96% ao ano. Na segunda e terceira posições, aparecem a Rússia (4,77%) e a Turquia (3,46%). A média dos 40 países considerados é de -0,96%. / COLABOROU CÍCERO COTRIM

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'Investidor deve ter uma reserva de emergência antes de investir', diz professor de Finanças

Ricardo Humberto Rocha, do Insper, ensina como separar o orçamento pessoal para cada objetivo de vida

Entrevista com

Ricardo Humberto Rocha, professor de Finanças do Insper

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2021 | 19h05

Com a inflação alta e o dinheiro que parece cada vez mais curto, o investidor brasileiro tem a sensação de que está empobrecendo. Para atravessar esse momento de turbulência, o professor de Finanças do Insper Ricardo Humberto Rocha ensina como se organizar financeiramente. 

Ele explica que, nos investimentos, é preciso olhar para quatro itens: perfil, horizonte, objetivo e capacidade de perda. Leia a entrevista:

A Bolsa está caindo, e a renda fixa não está batendo a inflação. Como acalmar o investidor? 

Vamos olhar a jornada do investidor. Primeiro, vamos falar da renda fixa; depois, de Bolsa. Na renda fixa, temos que olhar para quatro itens: perfil (conservador ou moderado), horizonte, objetivo e capacidade de perda. 

O objetivo se casa com o horizonte. Por exemplo, se eu quero fazer um curso no exterior daqui a cinco anos, eu posso comprar uma NTN-B 5 anos (Tesouro Direto atrelado à inflação). 

E a capacidade de perda?

A capacidade de perda tem a ver com o risco de crédito. Parte dos meus recursos tem que estar indexada ou à taxa DI ou à Selic, por causa da liquidez. É um dinheiro que se eu precisar resgatar, não vou ter problema de liquidez. 

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é uma boa opção, porque tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não tem taxa de administração e tem liquidez diária a partir de 30 dias. Tesouro Selic ou fundo DI também são boas opções, mas podem ter flutuação de preço. 

Como calcular a capacidade de perda 'saudável'? 

Por exemplo, se eu tenho um valor aplicado em títulos prefixados ou indexados ao IPCA, eu tenho que cumprir um prazo até resgatar o valor. Caso eu precise resgatar o dinheiro antes do prazo de vencimento, pode haver uma perda (ou uma multa). Então, dinheiro que já está orçado, eu não posso tomar risco de liquidez. 

Mas além da fixa, é preciso ter um plano B para amenizar essa sensação de empobrecimento por causa da inflação?

Não tem muito o que fazer. É preciso também ter uma reserva de emergência de no mínimo 6 meses. Se seus gastos fixos são de R$ 6 mil mensais, então sua reserva de emergência deveria ser de R$ 36 mil. O dinheiro da reserva tem que estar alocado em investimentos de baixo risco, tipo CDB.

A reserva de emergência é para eu não ter que resgatar os meus outros investimentos? É um dinheiro à parte? 

Sim. Eu só passo para os outros quando já tenho a minha reserva. 

E quais são as dicas para quem está na Bolsa? 

O investidor da Bolsa tem que olhar a longo prazo. É para investir um dinheiro que não vai precisar usar amanhã. Mas isso também não quer dizer que você vá casar com a ação. É bom dar preferência para ações que pagam dividendos, porque você vai ter uma geração de caixa ao longo da sua vida.

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