Copom vai observar petróleo

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês perdeu o brilho. As atenções estão voltadas para a oscilação do preço do petróleo, apesar de a inflação ter perdido fôlego. O elevado preço do produto diminuiu a expectativa de alteração na meta da Selic, atualmente em 16,5% ao ano, sem viés. Isso significa que uma nova alteração na Selic, a taxa de juros básica referencial da economia, só ocorreria na próxima reunião do Copom.As taxas no mercado futuro dispararam ontem, o que deve elevar os juros dos títulos públicos, caso o petróleo não recue hoje. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou a 17,47%, a maior taxa desde agosto.Segundo operadores, o aumento de preço do petróleo e a avaliação negativa dessa alta sobre a economia dos EUA é que estão criando incertezas. O próprio diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Daniel Gleizer, disse que o Copom vai observar, sobretudo, os impactos de oferta e demanda em diversos segmentos para definir sobre os juros. Sobre petróleo, ele disse que é preciso tirar os olhos apenas dos acontecimentos de curto prazo.As declarações do ministro-chefe da Casa Civil e integrante do Conselho de Administração da Petrobrás, Pedro Parente, indicam que o próprio governo prefere não apostar na tendência dos preços. Para ele, a oscilação não permite análise para a decisão sobre reajuste dos combustíveis.

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