ALEX SILVA / ESTADÃO
ALEX SILVA / ESTADÃO

Copom vê como apropriado cortar juros na próxima reunião, repete Ilan

Durante evento em São Paulo, presidente do Banco Central também afirmou que a política monetária tem que assegurar a inflação na meta e garantir que ela permaneça baixa

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2018 | 14h31

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta tarde, durante evento em São Paulo, que a política monetária tem que balancear duas dimensões: "reagir para assegurar que a inflação convirja para a meta numa velocidade adequada; garantir que a conquista da inflação baixa perdure, mesmo diante de choques adversos".

+ Mercado prevê dólar mais alto este ano e em 2019

+ OPINIÃO Selic em queda e crédito caro

O comentário, feito em evento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), na capital paulista, retoma ideias já presentes nas comunicações mais recentes do BC. De acordo com Goldfajn, o Comitê de Política Monetária (Copom) vê como apropriado para a sua próxima reunião, em maio, "uma flexibilização monetária moderada adicional".

O colegiado "julga que isso mitiga o risco de postergação da convergência da inflação às metas". Atualmente, a Selic (a taxa básica de juros) está em 6,50% ao ano. A expectativa do mercado é de que o Copom promova corte de 0,25 ponto porcentual, para 6,25% ao ano, em maio.

+ Prévia da inflação sobe 0,21% em abril, menor variação para o mês desde 2006

Para as reuniões após maio, "o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária, visando avaliar os próximos passos", acrescentou Goldfajn. "O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo: evolução da atividade econômica, balanço de riscos, possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e projeções e expectativas de inflação."

Ao abordar especificamente a inflação, Goldfajn repetiu que há riscos em ambas as direções - de redução e de elevação do índice de preços. No caso do risco de redução, ele citou "possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação". Entre os riscos de elevação, ele citou "frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira e reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes". De acordo com Goldfajn, "a política monetária tem flexibilidade para reagir a riscos de ambos os lados".

Cenário global. Ao tratar da economia internacional, Goldfajn retomou a ideia de que o cenário tem se mostrado favorável, com crescimento econômico e juros baixos. "Isso tem contribuído até o momento para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes", afirmou. Especificamente sobre o Brasil, ele pontuou ainda que o conjunto de indicadores de atividade mostra recuperação consistente da economia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.