Copom vê ociosidade 'remanescente' e inflação sob controle

Em ata da última reunião, quando juro foi mantido em 8,75%, colegiado vê cenário benigno para preços

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2009 | 08h37

A ata da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada há

pouco, destaca que a margem de ociosidade presente na economia brasileira é "remanescente", em tom diferente do observado no documento de outubro, quando os diretores citavam apenas que existia tal margem.

 

Segundo o parágrafo 23 do documento, a menor ociosidade dos fatores de produção é  "evidenciada por indicadores de utilização da capacidade na indústria e do mercado de trabalho". 

 

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Embora seja remanescente, o Comitê entende que a margem de ociosidade "não deve ser eliminada rapidamente em um cenário básico de recuperação gradual da atividade econômica".

 

A avaliação consta no parágrafo 24 do documento e observa que, apesar da retomada das condições financeiras e dos indicadores de confiança dos agentes, prevalece a ociosidade dos fatores de produção. 

Ainda nesse trecho, os diretores observam que existem incertezas quanto ao ritmo de recuperação da atividade, que "deverão ser dirimidas ao longo dos próximos meses, com viés tanto positivo quanto negativo". 

Para o Comitê, o quadro de retomada gradativa da atividade tem, por enquanto, sinalizado que "as

pressões inflacionárias devem seguir contidas". Os diretores observam, porém, que "a expressiva

flexibilização da política monetária implementada de janeiro a julho ainda terá efeitos cumulativos sobre a economia brasileira, que serão evidenciados após certa defasagem temporal".

 

O Comitê avalia que a permanência da ociosidade, ainda que menor, e o comportamento das

expectativas de inflação "continuaram favoráveis às perspectivas de concretização de um cenário

inflacionário benigno, no qual o IPCA seguiria exibindo dinâmica consistente com a trajetória das

metas".

 

O texto mantém a avaliação de que essa evolução benigna da inflação continua se manifestando nas

projeções consideradas pelo Copom. Os diretores também lembram que o cenário macroeconômico

contém incertezas e que, por isso, a autoridade monetária deve "manter postura cautelosa, com vistas a assegurar a manutenção da convergência da inflação para a trajetória de metas".

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