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Coppe/UFRJ propõe ao MME redução do consumo de energia

O diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou nesta segunda-feira, 29, que o instituto de pesquisas entregou proposta de redução do consumo de energia no País entre 5% e 10% para o Ministério de Minas e Energia (MME) há cerca de três a quatro semanas, diante do cenário desfavorável dos reservatórios. Segundo ele, o ministro Edison Lobão recebeu a carta, com um relatório anexo, e sinalizou positivamente sobre a possibilidade de fazer uma reunião a respeito do documento.

MARIANA SALLOWICZ E MARIANA DURÃO, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 13h49

"A prudência recomenda a redução do consumo. Sugerimos essa diminuição para que se possa passar este ano", afirmou no 2º seminário "Inserção de novas fontes renováveis no planejamento energético nacional", promovido pela Coppe, no Rio. O material foi enviado também ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A ideia, segundo Pinguelli, é que o debate sobre essa questão comece hoje com os técnicos do ministério, durante o seminário. Depois, a intenção é marcar a reunião com o ministro.

Na carta, o instituto sugere que essa diminuição ocorra por meio de medidas de estímulo para quem reduzisse o consumo e por incentivo ao uso de novas tecnologias. "Poderia haver uma redução de tarifa para quem diminuir o consumo de energia. Quem reduzir em 20%, por exemplo, teria uma tarifa menor". Entre as opções de novas tecnologias está um programa de incentivo à compra de lâmpadas tipo LED, que têm um consumo menor de energia, mas um custo maior.

"Você pode usar a distribuidora para fazer um financiamento para o consumidor dessa lâmpada, depois usando a conta de luz para cobrar. Também é possível subsidiar essa tecnologia", afirmou.

Também são propostos limites de temperaturas de ar refrigerado. "No Japão tem uma lei que obriga a limitar a temperatura. Nos lugares públicos seria fácil de fiscalizar isso. Nas residências seria mais difícil", disse.

Preocupação.

O diretor afirmou ainda que, diante do baixo nível dos reservatórios no fim do período chuvoso, abaixo de 40% da capacidade, algumas hidrelétricas podem ser obrigadas a parar de funcionar por um período. "Até a volta da estação de chuva, a partir de novembro, esses reservatórios vão ter caído e, alguns deles, podem chegar num ponto que você não vai mais poder gerar", disse.

Segundo ele, esse nível varia por hidrelétrica, mas em geral abaixo de 10% é um patamar crítico. "A pressão cai muito e não se podem mais usar as turbinas hidráulicas", disse. O último relatório do ONS) apontou para o nível dos reservatórios das hidrelétricas do subsistema Sudeste e Centro-Oeste em 38,5% em maio.

De acordo com o especialista, há ainda dúvidas sobre os dados de volume de água e energia gerada. Pinguelli afirma que um estudo da Coppe mostrou que a técnica matemática utilizada para avaliar o volume dos reservatórios precisava ser corrigida para ser mais realista. "Ou seja, podemos estar com informações erradas sobre os volumes de águas nos reservatórios, que podem ser mais baixos." Além disso, o diretor da Coppe/UFRJ manifestou preocupação com a influência das mudanças climáticas. "Essa situação deste ano poderá se repetir outras vezes".

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