Coreanas 'tiram' brasileiras do mercado de TVs

A substituição dos televisores de tubo pelos aparelhos de plasma e LCD tem causado mudanças profundas no mercado brasileiro de TVs. A indústria nacional perdeu espaço, principalmente para os fabricantes coreanos LG e Samsung. No ano passado, a LG já era a líder de mercado, com a Semp Toshiba (uma empresa com 60% de capital nacional e 40% japonês), em segundo lugar.

AE, Agencia Estado

05 de junho de 2009 | 09h34

Entretanto, levando-se em conta apenas o mercado de LCD, o que mais cresce no País, a segunda colocada já é a Samsung. A brasileira Gradiente, que já foi uma das gigantes do setor, está com as fábricas paradas e luta para voltar ao mercado. A CCE, outra empresa de capital nacional, foca sua atuação nos televisores de tubo, enquanto a Semp Toshiba chegou a ficar fora do mercado de LCD no ano passado, para voltar, com preços agressivos, somente este ano.

As fabricantes brasileiras perderam competitividade na transição tecnológica. Diferentemente dos tubos de raios catódicos, não existe fabricação local de telas de LCD ou plasma. A escala tem de ser muito grande para justificar uma unidade fabril nessas tecnologias. Empresas como a LG e a Samsung levam vantagem nesse cenário, pois possuem fabricação própria de componentes, com fábricas de telas fora do País.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas de LCD subiram 70%, quando comparadas com o mesmo período do ano passado, chegando a 700 mil unidades, enquanto as vendas de aparelhos de tubo caíram 35%, para 1,3 milhão de unidades. As vendas de plasma subiram 25%, para 90 mil unidades. "Em novembro ou dezembro, as vendas de LCD vão ultrapassar as de televisores de tubo", acredita Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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